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segunda-feira, 8 de julho de 2019

FESTIVAL DE ALMADA | «As Três Sozinhas»







AS TRÊS SOZINHAS

Uma criação de Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas e Sílvia Filipe


«Hécate. Circe. Medeia. Sereias, Hárpias, Górgonas. A madrasta da Branca de Neve e a velha da casa feita de guloseimas. Joana D’Arc, Ana Bolena. Capicua, Patti Smith. Pussy Riot, Femen e Guerrilla Girls. Maria Lamas, Carolina Beatriz Ângelo e Maria Judite de Carvalho. Frida Kahlo, Camille Claudel e Agnès Varda. Sylvia Plath, V irginia Woolf e Gertrude Stein. Clarice Lispector, Isadora Duncan. Judite com a espada de Holofernes, Lorena Bobbitt com uma faca de cozinha, V alerie Solanas com uma pistola. Uma longa espiral de mulheres a girar em torno de uma clareira na floresta à noite. Elas estão em chamas». Saiba mais.



terça-feira, 12 de julho de 2016

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (74) | «Pinóquio» | FESTIVAL DE ALMADA 2016 | JULHO | DIAS 15 E 16



Mais aqui

«Joël Pommerat, que o público do Festival conhece de êxitos como Círculos/ficções ( 2011) ou A reunificação das duas Coreias ( 2014), está de regresso com um Pinóquio que as - senta no contraste entre a austeridade do real e os encantos da fantasia, procurando responder à seguinte pergunta: será possível crescer e continuar a ser livre? Estreado no Odéon- -Théâtre de l’Europe, Pinóquio tornou-se num espectáculo de culto, no qual Pommerat faz jus ao apodo de “mago da cena”: na caixa negra que caracteriza o seu teatro, o encenador, re - correndo à prestidigitação, faz surgir uma sala de aula, uma boîte manhosa e – como não poderia deixar de ser – a barriga de uma baleia. Já este ano, Pinóquio recebeu o Prémio Mo - lière (o principal galardão teatral de França) para o Melhor Espectáculo para o Público Jovem apresentado em 2015». 


 Centro Cultural de Belém 
Grande Auditório
Lisboa
Julho 2016
Sexta - 15 - 21:00 H
Sábado - 16 - 18:00 H



terça-feira, 5 de julho de 2016

FESTIVAL DE ALMADA 2016 |«Housewife» |JULHO13 | 22:00H | ALMADA






«Uma mulher – uma caricatura inspirada na dona de casa recatada dos anos 50 – está em casa à espera de que o marido chegue. Enquanto isso descasca uma batata, com a atenção obsessivamente centrada no tubérculo. Por companhia tem uma panóplia de electrodomésticos, novinhos em folha, que de um momento para o outro começam a entrar em diálogo consigo: não seremos nós, no fundo, possuídos pelos objectos que adquirimos? A solidão e o desamor são o pretexto para uma viagem ao subconsciente desta personagem. Morgane Choupay partilha a cena (recheada de mecanismos que fazem batedeiras e secadores de cabelo dar um concerto de câmara) com o duo Ployboy: duas eminências pardas entre o robot e o fantasma, remetendo para um universo lynchiano». Saiba mais.






terça-feira, 30 de junho de 2015

FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA 2015 | Tempo de fazermos as nossas escolhas | VAI DE 4 A 18 DE JULHO



O Festival de Teatro de Almada aí está,  uma vez mais. E novamente a  possibilidade de se contar com a força da arte, na circunstância do teatro, para   temáticas de que nos ocupamos aqui no Em Cada Rosto Igualdade. E devíamos ficar por aqui, quando muito  encaminhar para este endereço onde de forma rápida se pode saber dos Espectáculos deste ano de 2015, e para quem esteja interessado/a  e ainda não o tenha feito, de maneira informada, fazer as suas escolhas. Mas ousamos assinalar alguns dos espectáculos:

HAMLET

«Em Hamlet coloca-se em cena o confronto entre duas gerações. O grupo de jovens constituído pelo protagonista e pelos seus amigos leva a sério os valores em nome dos quais se organiza a sociedade. Os mais velhos, todavia, já não acreditam nesses mesmos valores, exercendo o poder que têm com cinismo. A certa altura, o príncipe Hamlet recorre ao teatro: “Ouvi contar que certos criminosos, assistindo a uma peça, foram de tal forma, e até ao fundo da alma, atingidos pela arte da cena que logo confessaram os seus maus actos” . A tragédia, porém, não se compadece com as suas nobres intenções». +

IL RITORNO A CASA | O REGRESSO A CASA

«Mas O Regresso a Casa constitui também o regresso de Pinter ao palco do Teatro Nacional D. Maria II, depois de no ano passado os Artistas Unidos terem estreado na Sala Garrett esta obra-prima do Nobel da Literatura britânico. Stein nunca havia visitado Pinter, mas há já 50 anos, quando assistira à estreia londrina do texto, que desejava dirigir esta peça. Para o encenador alemão, em O Regresso a Casa estamos “numa selva, na qual todas as obsessões sexuais masculinas desta família de serpentes se projectam na única mulher em cena: o mal-estar recíproco dos protagonistas fá-los sofrer a todos, mas é, ao mesmo tempo, aquilo que os mantém unidos”». +


LIVADA DE VISINI | O GINJAL

«Num palco coberto de branco – uma alvura que invade a plateia, por meio de uma passarela – os actores do Teatro Nacional de Cluj-Napoca interpretam um dos textos clássicos da dramaturgia ocidental, no qual o director italiano, Roberto Bacci, realça o tempo como tema tchecoviano por excelência. “O tempo é feito de muitas coisas: como é que reagimos à transformação? Ao nosso envelhecimento e ao dos que nos são próximos? ”. A um cerejal que representa a melancolia, o passado, e a tranquilidade de um mundo tradicional vai chegar o jovem empreendedor Lopakhin, representante da modernidade – do progresso». +


A DAMA DO MAR

«Procurando pela primeira vez unir realismo com simbolismo, Ibsen procurou denunciar as falsas aparências da sociedade burguesa do seu tempo. Tanto os alçapões que subjazem à ideia que temos acerca da heterossexualidade, como o preconceito sobre a assunção do desejo feminino, faziam soar os sinos da moralidade norueguesa do século XIX. E porventura os da sociedade brasileira nossa contemporânea. E os da portuguesa?». +


FRÄULEIN JULIE | A MENINA JÚLIA

«Com A menina Júlia Katie Mitchell traz pela primeira vez a Portugal a sua técnica dramatúrgica híbrida, entre o teatro e o cinema, segundo a qual o espectáculo passa a consistir inclusivamente no virtuosismo de um filme realizado em directo, no qual, segundo a encenadora, co-existem “um imperativo tecnológico e um imperativo poético”. Em dois ecrãs colocados por cima do cenário partilhado por actores ecameramen são projectados os grandes planos a que o público não tem acesso, dada a distância que o teatro inevitavelmente coloca entre o palco e a plateia: “Só no rosto existem duzentos músculos; numa sala de teatro, a partir da quarta ou quinta filas, deixa-se de poder ver esses músculos trabalhar”». +

Neste caso, sobre a encenadora: «Katie Mitchell (n. 1964) foi encenadora associada da Royal Shakespeare Company e do National Theatre de Londres. A imprensa criou-lhe o epíteto de “desempoeiradora dos clássicos”, graças à sua predilecção por autores como Eurípedes, Ésquilo ou Tchecov. Conjuntamente com o realizador Leo Warner tem desenvolvido uma técnica de encenação que explora as fronteiras entre o teatro e o cinema. As suas encenações de teatro e ópera têm sido apresentadas em cidades como Dublin, Copenhaga, Milão, Nova Iorque – e nos festivais de Avignon, Salzburgo e Aix-en-Provence».

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Por fim lembrar que uns  espectáculos  são em Almada e outros em Lisboa.



quarta-feira, 10 de julho de 2013

FESTIVAL ALMADA 2013 | A Menina Júlia







A menina Júlia estreou em 2012 no Strindbergs Intima Teatern, em Estocolmo – no ano do centenário da morte do dramaturgo e encenador e precisamente onde, em 1906, Strindberg apresentou Fröken Julie pela primeira vez. A inovadora adaptação de Anna Petterson – que segue bem de perto, no entanto, o texto original – foi efusivamente aclamada pelo público e pela crítica, pela forma como “transforma a tragédia naturalista de Strindberg num drama interior, da alma” (Upsala Nya Tidning, Finlândia). Pettersson, que interpreta todas as personagens desta obra maior e icónica do Teatro Universal, fá-lo de uma forma “profundamente original, sugestiva e muitas vezes hilariante” (idem, ibidem) .

Intérprete Anna Pettersson
Tradução Anne-Charlotte Harvey
Adaptação Anna Petterson
Câmara Max Marklund
Som Gustave Lund
Adereços Moa Nyman
Qui 11 18H00

Língua Sueco (legendado em português)
Duração 1h30
Classificação M/12

Fórum Romeu Correia - Almada
Auditório Fernando Lopes-Graça

Apoio: Nordic Culture Fund

E do jornal do Festival: 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

FESTIVAL DE ALMADA 2013 | «MULHERES DE IBSEN Engaiolar uma águia»

 
 

«Henrik Ibsen morreu em sua casa em 1906, em Christiana, o antigo nome da capital norueguesa. Conta-se que Eleanora Duse, a primeira actriz italiana a representar as peças do célebre dramaturgo norueguês, a quem muito amava, foi vista a observar longamente a sua casa, na esperança de alcançar um último vislumbre do escritor moribundo. Num palco despojado, Juni Dahr representa sequencialmente seis personagens femininas, Hilde, Hedda, Nora, Sra. Alving, Ellich e Hjördis – as heroínas de Ibsen. Tendo como ponto de partida os textos originais do autor norueguês, Dahr pontua a sua apresentação das personagens com os seus próprios pensamentos e reflexões sobre as suas forças e as suas fraquezas. Ao fazê-lo, põe em evidência o tema central destas peças e o âmago das suas personagens: a ânsia por Liberdade».
 
Intérprete Juni Dahr
Figurinos Juni Dahr
Música Chris Poole
Luz Frank Tangen
Produção Marianne Roland
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Dom 07 21H30

Língua Inglês (legendado em português)
Duração 1H00
Classificação M/12
Fórum Romeu Correia - Almada
Auditório Fernando Lopes-Graça


Apoio: Nordic Culture Fund

FESTIVAL DE ALMADA 2013 | «MULHER, CONHECE O TEU CORPO»

  
 

 
  
«Mulher, conhece o teu corpo é uma peça baseada no manual, de várias autoras, sobre o corpo e condição da mulher, escrito na década de 70 do século XX, no auge do movimento para a libertação da mulher na Escandinávia. A sua publicação, pela Fundação K. Vinder, gerou acesa polémica e consternada indignação: no dealbar do movimento feminista, escrever sobre a masturbação feminina era verdadeiramente revolucionário. A peça apresenta-nos mulheres numa variedade de situações, algumas engraçadas, outras muito sérias: uma directora de uma escola que sonha ser sexualmente dominada pelos seus estudantes adolescentes; uma mulher cujo tronco prefere ficar em casa com o marido enquanto as pernas a arrastam irresistivelmente para uma noite de festa; ou outra, que procura olhar com compaixão a sua imagem no espelho, não obstante ver-se envelhecer com a passagem do tempo».
 
Dramaturgia de Kamilla Wargo BREKLING
Encenação de Kamilla Wargo BREKLING
Intérpretes Maria Rich e Kasper Leisner
Cenografia Helle Damgaard
Luz Sara Clemmensen
Som Rasmus O. Hansen
Consultor Karina Dichov Lund
Editor Tiderne Skifter
Operação de Luz Jacob Rasmussen
Operação de Som Weronika Andersen


Kamilla Wargo Brekling (n. 1966) é uma coreógrafa, encenadora e dramaturga dinamarquesa. As suas peças tendem a investigar a temática do género e as possibilidades da vida moderna – bem como as suas limitações. O seu apurado trabalho de investigação foi celebrizado pela aclamada trilogia War (2004), Sorry (2005) e Piss (2007) – tendo estes dois últimos espectáculos sido apresentados no Royal Danish Theatre. Woman know your body conheceu já mais de 200 apresentações desde a sua estreia em 2010 no Teatro Rogaland (Noruega) e recebeu em 2011 o prémio para Melhor Espectáculo do Ano na Dinamarca.
 
 

Sáb 06 17H00
Língua Dinamarquês (legendado em português)
Duração 1H30
Classificação M/12
 
Fórum Romeu Correia - Almada
Auditório Fernando Lopes-Graça
 
Apoio: Nordic Culture Fund