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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

ENVELHECIMENTO ACTIVO NA EUROPA




«Overview The citizens of the EU are increasingly older citizens. In 2015, the birth rate for the EU-28 was slightly lower than in 2005; a rate among the lowest recorded across the G20 members (Eurostat 2018). According to Eurostat 2018 estimates, by 2080, the EU will likely have 63.8 million inhabitants aged 80 years or over. As Europeans live longer, the costs of health and social care will rise substantially to about 9% of EU GDP in 2050. This is a major challenge for many economies. However, this very same demographic trend, if appropriately harnessed, may be a source of outstanding opportunities as forecasts from the UN and Euromonitor suggest that in 2030, seniors will account for around $15 trillion of consumer spending. 
 The EU is addressing the ageing population problem by developing the “silver economy” concept, a wide array of economy related policy initiatives aimed at improving the quality of life, the inclusion in society and the involvement in economic activity of the ageing population. Its signature European Innovation Partnership on Healthy and Active Ageing (EIP-AHA) has recently started a new cycle of activities (2018-2020) focusing on digital health and care innovation in Europe. Other joint EU and member states initiatives include:  The Ambient Assisted Living (AAL) Joint programme to improve the lives of older people at home, Advantage, a Joint Action (JA) launched in January 2017 to adapt local solutions against Frailty in Member States, the Joint Programming Initiative (JPI) More Years, Better Lives to enhance coordination and collaboration between European and national research programmes on demographic change, and a Neurodegenerative Disease Research Joint Programme. The Commission for its part is addressing elderly social inclusion, and the improvement of their life conditions through its Europe 2020 strategy, the Active Ageing Index (AAI) and the Horizon 2020 programme. 
  These initiatives have had a positive impact in active ageing, but challenges still remain. As ageing touches on many aspects of work, concerted efforts in areas such as technological development and health care and longterm care cooperation will remain a key aspect in future policy making. 
 This international symposium will therefore offer delegates with a timely and invaluable opportunity to consider strategies to promote healthy and active ageing and foster the engagement of the elderly in society. Furthermore, it will highlight the latest technological innovations to support independent living of the elderly, and how they can be used to lower the costs associated with ageing whilst simultaneously boosting the economy. Finally, it will explore practical and transferable solutions to dealing with an ageing workforce». Saiba mais.



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CONFERÊNCIA SOBRE O ENVELHECIMENTO | Hoje e amanhã no Centro de Congressos de Lisboa



«Portugal será o país anfitrião da IV Conferência Ministerial da UNECE (Comissão Económica da Região Europa das Nações Unidas) sobre o Envelhecimento, que decorre nos dias 21 e 22 de setembro, no Centro de Congressos de Lisboa.
Sob o tema “A Sustainable society for all ages: Realizing the potential of living longer” (“Uma sociedade sustentável para todas as idades: realizando o potencial de uma vida mais longa”), o evento está a ser coordenado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e contará com a presença de mais de 400 participantes, incluindo membros do Governo de 36 países, altos responsáveis de 49 Estados-membros da UNECE, bem como outras entidades relevantes, designadamente das Nações Unidas, da Comissão Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Estarão igualmente presentes representantes de cinco países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e também da Índia. No total, estarão representadas em Lisboa mais de 50 nações». leia na integra.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ENVELHECIMENTO ATIVO | DE MULHERES DO TEATRO | Núria Espert, Glenda Jackson, Eunice Munoz

Do artigo de Jorge Calado
na Revista E | Expresso 10DEZ2016

Sobre o regresso de Glenda Jackson ao palco - transcendendo «o género» -  também, por exemplo:
«King Lear review – Glenda Jackson makes a triumphant return to the stage
4/5stars
Jackson ends a 25-year absence with a ferocious, unflinching performance that transcends gender and puts her among the best Lears»  
Leia aqui.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

«A escolaridade é o fator mais significativo e com mais consequências ao longo de todo o percurso de vida»



Artigo do semanário
Expresso de 12 NOV 2016



O artigo da imagem é sobre um estudo editado em livro pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) com o titulo «Envelhecimento em Lisboa, Portugal e Europa: uma perspetiva comparada», com o seguinte resumo tirado daqui:
«O Instituto do Envelhecimento (IE) da Universidade de Lisboa, criado por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) em 2010 e sediado no Instituto de Ciências Sociais, é a primeira instituição de investigação portuguesa a utilizar o inquérito europeu SHARE – Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (http://www.share-project. org/) – com o objectivo de situar os principais indicadores sócio-demográficos relativos à condição de vida da população sénior portuguesa (com 50 anos ou mais) numa perspectiva europeia. Para isso utilizou a 4.ª vaga do SHARE de 2010-2011 (disponível em finais de 2013), que foi a primeira a ser aplicada em Portugal com o apoio financeiro do então Alto Comissariado para a Saúde, ao mesmo tempo que a amostra nacional foi alargada por iniciativa do IE a uma amostra representativa da cidade de Lisboa com o apoio da câmara municipal da capital. É esse estudo comparativo entre a população portuguesa sénior residente em Lisboa com a população da mesma faixa etária residente no conjunto de Portugal, assim como em três países europeus escolhidos para o efeito (Espanha, Suécia e República Checa) e, finalmente, com a média da população com 50+ anos no conjunto dos 16 países europeus onde foi aplicada a 4ª vaga do SHARE, que é aqui apresentado hoje com base nos resultados do questionário comum. Atinge-se assim o objectivo fundamental de situar o perfil sócio-demográfico, comportamental e atitudinal da população portuguesa sénior numa perspectiva comparada europeia. A obtenção de idêntico perfil para a cidade de Lisboa e para o conjunto de Portugal continental constitui uma mais-valia não só para fins de investigação, mas igualmente para o desenvolvimento fundamentado das políticas públicas nacionais e urbanas (Lisboa) destinadas a seniores portugueses».
Por outro lado, do artigo do Semanário Expresso:



terça-feira, 19 de abril de 2016

ENVELHECIMENTO ATIVO | Jane Fonda






Jane Fonda esteve em Portugal para partilhar a sua experiência sobre envelhecimento. Da conferência que deu a reportagem no jornal online Observador, donde: 

«(...)Já fiz cirurgias plásticas, mas a verdadeira razão porque pareço mais jovem é a minha postura. Eu tinha medo de envelhecer [quando era mais nova] e nunca imaginei que fosse viver tanto tempo. Mas quando estamos na velhice o medo desaparece e descobrimos que ainda somos nós próprios”, garante, afirmando que é possível desacelerar o envelhecimento na escolha de uma vida saudável. (...)
 “É pouco usual que uma pessoa da minha idade trabalhe tanto quanto eu. Sempre disse que queria ajudar a dar um rosto às mulheres mais velhas e isso é muito importante para mim. A minha carreira é agora mais importante do que quando era nova.
Durante muito tempo o facto de sermos mais velhas significava que não merecíamos [de tudo um pouco]. Esta é a primeira geração a fazer a diferença, a reinventar o envelhecimento. Estamos a tornar-nos exemplos a seguir pelas pessoas mais jovens, para que se saibam preparar para as últimas etapas da vida”, diz ao Observador (...). Leia na integra.

Veja videos aqui.



segunda-feira, 21 de março de 2016

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

RAQUEL WELCH | Fez 75 anos




Raquel Welch fez 75 anos no sábado passado.
«(...)
Sistematicamente atacada pelos críticos, Welch acreditava que tinha talento e merecia melhor material e teve algumas personagens femininas invulgarmente fortes para a época e que iam contra a imagem decorativa e submissa que se esperaria de alguém apenas valorizada pela sua beleza. Chegou mesmo a interpretar uma transexual no controverso "Myra Breckinridge" (1970), que foi um desastre comercial e artístico gigantesco, e com "Hannie Caulder" (1971), forte inspiração de Quentin Tarantino para "Kill Bill", tornou-se uma das primeiras atrizes a ser a estrela de um "western".
Com "Os Três Mosqueteiros" (1973) recolheu finalmente boas críticas e até um Globo de Ouro para a Melhor Atriz em Comédia ou Musical, mas apesar de só ter 34 anos, os papéis substanciais não se materializaram.
Ainda assim, fosse no teatro, televisão e mais tarde reinventando-se como empresária de sucesso, Raquel Welch sempre deu provas de possuir um carácter forte e ser mais do que um ícone de beleza. (...)».  Veja mais. E, pode dizer-se, envelhecimento activo! 



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ENVELHECIMENTO ATIVO | Shirley Collins | « la voz femenina más legendaria del folk británico»





« Shirley Collins, la voz femenina más legendaria del folk británico, la han intentado silenciar en demasiadas ocasiones. Sin embargo, ahora que ha cumplido los 80 años, no se conforma con cuidar a sus nietos (a uno le ha dado por la música): mima su jardín, escribe su próximo libro, aguarda el estreno de un documental sobre su figura, escucha las mezclas del disco de tributo que saldrá en marzo, vuelve a dar conciertos y gira por toda Europa con unas conferencias en las que desgaja las más suculentas anécdotas de sus excursiones juveniles». 
E o site de Shirley Collins aqui. 

http://www.shirleycollins.co.uk/

«Shirley Collins is without doubt one of
England's greatest cultural treasures"»

Billy Bragg 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

COMUNIDADE DE LEITORES | A arte de envelhecer | CULTURGEST



Rembrandt, Autorretrato,
 1660 · Pintura a óleo no Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque (pormenor)


«É um dado largamente difundido e verificado – embora não universalmente reconhecido – que a esperança de vida aumentou exponencialmente, nas últimas décadas. Um largo número de pessoas no planeta, com idade avançada, vivem mais intensamente e, os que podem, aproveitam com avidez esse tempo extra que lhes é proporcionado. Rembrandt foi um dos artistas que pintou a idade madura com mais nobreza e poder, evidenciando a dignidade da senescência.
Encontrar-se-á este fenómeno, também, na Literatura? Será possível criar heróis e heroínas trôpegos, senis, distraídos, engelhados, confusos? Ou ficámo-nos com a ideia romântica, recuperada na década de 50 do século XX, da eterna e solar juventude – por isso era tão importante morrer cedo – dos corpos sem mácula dos jovens efebos e das donzelas sensuais e voluptuosas?
As obras que propomos para este ciclo colocam estas e outras questões: da estranha simetria entre o livro de Banville e o de Schlink, com as óbvias distâncias, à meditação sobre a glória e a inveja ironicamente tratadas por Lodge, na sua recriação do ocaso de Henry James, recuperadas ainda por Bellow, em Ravelstein; da trágica e cómica situação de Edna, no livro de Savage, ao conflito de gerações e hábil trama do curto romance de Welty, tudo leva a crer que este território da ficção, das memórias e da biografia romanceada (Autor, Autor) é digno de análise e de discussão».

QUINTAS-FEIRAS
DE 16 DE JANEIRO
A 20 DE MARÇO
18:30H

16 de janeiro
Luz Antiga, John Banville, ed. Porto Editora
 23 de janeiro
Recordações de Edna, Sam Savage, ed. Planeta
 13 de fevereiro
Autor, Autor, David Lodge, ed. Asa
 20 de fevereiro
A Filha do Optimista, Eudora Welty, ed. Relógio D’Água
 13 de março
Ravelstein, Saul Bellow, ed. Quetzal
 20 de março
O Leitor, Bernhard Schlink, ed. Asa 



sábado, 9 de fevereiro de 2013

DOSSIÊ TEMÁTICO DA «notícias»:«GÉNERO E ENVELHECIMENTO»



A «noticias» mais recente, publicada pela CIG, já está disponível aqui. O dossiê central é sobre Género e Envelhecimento cuja organização pode ser vista de seguida, a que juntamos um excerto de um dos artigos - SOBRE DIFERENÇAS DE GÉNERO NA ESPERANÇA DE VIVER.



Mas há mais matérias, para lá do Dossiê temático que só por si já justificava uma visita ao espaço da NOTÍCIAS 87. Pessoalmente, detive-me  no seminário havido sobre a «Violência de Género em Conflitos Armados». Parece-me ser tema a que havemos de voltar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

«ESTADO DE SAÚDE E ATIVIDADE FISICA DA POPULAÇÃO IDOSA»

  
 Politécnico de Viana lança investigação sobre estado da População Idosa
   
A noticia está na Newsletter Ciencia.net,  e tendo presente  as problemáticas relacionadas com o  envelhecimento nos dias de hoje é reconfortante sabermos de projetos como o seguinte:
«O projeto “Estado de Saúde e Atividade Física da População Idosa”, desenvolvido pela Escola Superior de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, sedeada em Melgaço, acaba de ser classificado como “Excelente”, conseguindo um financiamento de 200 000 euros para a sua execução no recente concurso promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia». Mais dados sobre o projeto: 
«Coordenado por Pedro Bezerra, enquanto investigador principal, o projeto ficará assim sedeado na ESDL-IPVC, reunindo uma equipa de investigadores do Politécnico de Viana e da Unidade Local de Saúde do Alto Minho [ULSAM].
 “Este projeto irá avaliar o estado de saúde e a atividade física de idosos durante os dois anos da sua implementação”, explica Pedro Bezerra, Docente da ESDL-IPVC.
A investigação em causa propõe criar uma base de dados, incluindo marcadores biológicos, níveis de aptidão física e auto-perceção do estado de saúde daquela população, e analisar a associação entre estes parâmetros.
O projeto permitirá ainda “observar no tempo as alterações de saúde e as relações entre marcadores biológicos, aptidão física e auto-perceção do estado de saúde esclareceu ainda o Investigador do Politécnico de Viana.
Pretende-se “compreender as alterações da função neuromuscular e impacto na realização das tarefas diárias” adianta ainda a propósito dos objetivos desta investigação “e participar no desenvolvimento de informação útil à prescrição de exercício em populações idosas” esclarece o Docente.
“Em suma”, remata Pedro Bezerra, “o projeto permitirá fornecer informações para a investigação na área da terceira idade e as componentes da saúde inerentes a essa faixa etária.”».
De facto, Planear o Futuro, também nestes domínios, começa agora, para não dizermos antes, e para isso quanto mais conhecimento, melhor. Aproveitemos para lembrar:


GÉNERO E ENVELHECIMENTO

ver coluna da direita

E também uma boa ocasião para recordar que o ano 2012 foi o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações  e o site português continua aí para ser visitado onde, por exemplo, podemos ver testemunhos como o de Teolinda Gersão de quem são estas palavras:
«(...) Voltando agora a recentrar a pergunta no senso comum e na experiência vivida aqui e agora: Envelhecer tem, como sabemos, uma forte componente psicológica. Se a nível físico as alterações do organismo se manifestam, de modo mais ou menos semelhante, a nível psicológico a vivência do envelhecimento é muito diversa. Há quem se sinta derrotado e se resigne a ir perdendo o tempo, há quem nem sinta o envelhecimento porque está demasiado ocupado e interessado no que se passa à sua volta para sequer dar conta de que envelhece». Continue aqui. Lá  podemos ler também notícias como esta em torno da Violência contra Mulheres Idosas no contexto das famílias.

Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações

E lembremos também o endereço do site europeu  para o ano Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações cujo propósito certamente se deseja prolongar por muitos anos, por todos anos, e reflectir no que lá se encontra: Preocupa-o envelhecer? Ou o seu papel na sociedade quando tiver 60, 70 ou 80 anos? Há muito para viver depois dos 60, e a sociedade está a valorizar cada vez mais a contribuição das pessoas idosas.  É isso que significa envelhecimento activo: tirar mais e não menos partido da vida à medida que se envelhece, tanto no trabalho como em casa ou na comunidade. E isso não só afecta cada pessoa individualmente, mas também a sociedade no seu conjunto. Para terminarmos, uma boa ocasião para regressarmos a um post recente: LIMA DUARTE AOS 82 ANOS.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

RITA LEVI-MONTALCINI

 
«Morreu Rita Levi-Montalcini, a grande dama da ciência italiana». Aos 103 anos. A notíciaa no jornal Público:
«A cientista e senadora italiana Rita Levi-Montalcini, Prémio Nobel da Medicina de 1986, morreu neste domingo, aos 103 anos, na sua casa, em Roma. “O corpo faz aquilo que quer. Eu não sou corpo: sou a mente”, disse numa entrevista, quando cumpriu 100 anos.
Infatigável, a cientista nascida em Turim a 22 de Abril de 1909 numa família judia sefardita (pai engenheiro, mãe pintora), foi nomeada em Agosto de 2001 senadora vitalícia pelo então Presidente da República italiana Carlo Ciampi, pelos seus “grandes méritos no campo científico e social”. Ela não parava. “Vou muito bem, física e moralmente, e nunca trabalhei com tanto entusiasmo como neste último período da minha vida”, garantia no seu 101º aniversário, meses depois de ter partido um fémur.
Membro das mais prestigiadas academias científicas internacionais, como a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos ou a Royal Society no Reino Unido, Rita Levi-Montalcini foi a primeira mulher italiana galardoada com um Nobel científico e também a primeira a ser admitida na Academia Pontifícia de Ciências.
(...)
“A minha inteligência? Um pouco acima de medíocre. Os meus únicos méritos foram empenho e optimismo”, disse Rita Levi-Montalcini, cujo leve sorriso era uma imagem registada. Foi a galardoada com o Nobel que mais tempo viveu, até agora.
Rita Levi-Montalcini, no entanto, teve de enfrentar a vontade do pai para se tornar cientista: não era uma coisa comum uma rapariga inscrever-se em Medicina na Universidade de Turim. Mas ela conseguiu e saiu de lá com o curso feito em 1936.
Pouco tempo depois, no entanto, teve de deixar Itália, por causa das leis raciais do ditador Mussolini, porque a sua família era judia. Foi para a Bélgica, e ainda voltou para Itália, mas não tinha condições para trabalhar, e arriscava a deportação para os campos da morte. Após a guerra, recebeu um convite para trabalhar nos EUA – onde fez a sua carreira científica. Só voltou a viver em Itália em 1977, depois de se reformar.
(...)

E duma entrevista aquando dos seus 100 anos:




Mais: Eternal Life? Nobel Laureate Rita Levi Montalcini Turns 103
 
 
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

AMOR



Sobre o Filme «Amour», o post de Teresa Ribeiro, no blogue Delito de Opinião, mas que não resistimos a transcrever na integra de seguida: 
«Há duas espécies de velhos, os que admiramos por conseguirem avançar nos anos sem perder a elegância e a identidade e os que se degradam, constituindo no seu conjunto uma montra triste, que preferimos ignorar. Infelizmente os que soçobram constituem a maioria, por isso estão em todo o lado, na rua, nos prédios onde habitamos e até dentro das nossas casas. São velhos sem nome (os velhos, quando perdem a identidade, deixam de ter nome e passam a ser apenas "velhos"). Até os que nos estão mais próximos deixam de ser quem foram. Os pais e as mães que sucumbem à doença passam a ser vistos pelos respectivos filhos com olhos de vidro, sem foco. De repente a uma distância enorme, a que vai da vida activa ao mundo frágil e terminal da terceira idade. Quando são por estes lembrados nunca têm o rosto que ostentam mas o antigo, do tempo em que exerciam as suas funções afectivas de acordo com as expectativas.
Senilidade e decrepitude são palavras assustadoras, que cheiram a urina, por isso pensá-las é um exercício que evitamos. Vê-las à nossa frente, com a fisionomia de gente que amamos é uma agressão intolerável. Por isso muitos as fecham em jazigos com médico e serviço de enfermagem permanente.
Em "Amor", Michael Haneke mostra-nos o que acontece às pessoas que perdem o nome. Sempre que sou forçada pela vida ou pela imitação da vida que é o cinema a olhar para onde não quero, lembro-me da inolvidável cena de Malcolm Mcdowell em "Laranja Mecânica", de olhos arreganhados por pinças e preso a uma cadeira a ver cenas intermináveis de sexo para se curar. Neste filme, Haneke também nos obriga à visualização compulsiva da obscenidade que é a perda da autonomia e da dignidade na velhice através do desempenho magistral de Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva. Mas a prova mais difícil de "Amor" tem como figura chave a personagem de Isabelle Huppert, que interpreta a filha do casal idoso. Em entrevista recente o realizador austríaco disse que ficou emocionado quando Huppert aceitou este papel, por ser tão pequeno. De facto são escassas as cenas em que a actriz aparece, mas a sua ausência é parte fundamental do enredo. Huppert somos nós. A indisponibilidade, o egoísmo, a imaturidade, a cobardia e a negação são nossas. E quando já de luto se senta sozinha na casa dos pais, é em nós que se instala o vazio.
Em poucas sessões tenho visto a plateia de uma sala de cinema permanecer sentada, em silêncio, até que as luzes se acendem e a ficha técnica chega ao fim. Não por acaso foi o que aconteceu quando fui ver este "Amor" implacável, inesquecível, de Haneke (onde a nossa Rita Blanco desempenha um pequeno papel), o filme mais premiado no Prémios do Cinema Europeu 2012, distinguido com os galardões de melhor filme europeu, melhor actor e melhor actriz e também vencedor da Palma de Ouro em Cannes, na edição deste ano. A não perder».
Talvez ainda voltemos a este filme.

domingo, 18 de novembro de 2012

ENVELHECIMENTO E INOVAÇÃO SOCIAL

 
 
                                  
 Na Gulbenkian, «a assinalar o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, realiza-se, a 19 e 20 de novembro (ver programa) , a conferência internacional Envelhecimento e Inovação Social.
O envelhecimento é já um traço evidente da estrutura demográfica portuguesa. Em menos de 20 anos, um em cada cinco portugueses terá mais de 65 anos e em meados do século XXI essa proporção será de um para três. Desde há vários anos, e antecipando esta problemática, a Fundação Calouste Gulbenkian tem vindo a trabalhar junto dos mais velhos, sobretudo em três áreas: solidão/isolamento, demências e relações intergeracionais. Esta intervenção tem sido feita através do financiamento de projetos inovadores que testem respostas novas, melhores mais criativas a estes problemas associados ao envelhecimento da população.
 
Os desafios na Europa e no mundo
Organizada pelo Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano e pela delegação da Fundação no Reino Unido, a conferência traz a Portugal alguns dos principais especialistas desta temática, nomeadamente membros da União Europeia, das Nações Unidas e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e investigadores oriundos de vários países europeus, que nos fornecerão pistas para refletir e debater sobre o papel da inovação nas práticas e políticas do envelhecimento.
“Os desafios do envelhecimento na Europa” e “Os desafios do envelhecimento no mundo” serão os grandes temas debatidos nas manhãs dos dias 19 e 20 de novembro, respetivamente. O painel dedicado ao caso europeu será presidido por Manuel Villaverde Cabral, responsável pelo Instituto do Envelhecimento, e integrará nomes como Sally Greengross (Centro Internacional para a Longevidade, Reino Unido), Maria Angeles Duran (Conselho de Investigação, Espanha), Claude Martin (Centro Nacional de Investigação Científica, França) e Angela Cluzel (Plataforma Europeia para o Envelhecimento). O principal orador desta sessão é Lászlo Andor, comissário europeu para o Emprego, Inclusão e Assuntos Sociais, que se debruçará sobre o tema “Envelhecer ativamente: um desafio para o indivíduo e para a sociedade”». (+).
 
 
                                © Márcia Lessa