PAULA MASSANO faleceu. Deixemos outros falar da sua actividade profissional. Aqui, colegas da DGARTES querem lembrar o quanto era agradável encontrá-la e falar com ela. Serenamente. Para quem se quiser associar ao momento:
Vai para a Igreja de São Sebastião da Pedreira, hoje, pelas 17h.
Missa de Corpo Presente, amanhã, na mesma Igreja, pelas 12h30.
A cremação está marcada para as 14h, no cemitério do Alto de São João.
Compositora, pianista, percussionista e professora, Constança Capdeville aliou a música à componente cénica no contexto do teatro musical (ou teatro-música), ocupando uma posição singular no universo da música portuguesa. A sua criação espelha a reflexão estética sobre a indissociabilidade entre a vida e as artes, sem nunca esquecer a importância da pesquisa sonora, corporal/gestual e literária da obra. "A Constança caiu de outra galáxia e esteve cá pouco tempo. A música portuguesa não estava preparada para ela, agora é que falam dela, alunos dos alunos, «o que fazia a Constança». Mas é preciso que se tente reavivar os espectáculos dela, que eram maravilhosos. Tinham uma luminosidade e uma variedade, com a música no centro... não era só movimento, da música é que saía o movimento."[Constança Capdeville nasceu em Barcelona em 1937. A sua actividade criativa começou muito cedo, pois com 12 anos já tinha escrito várias pequenas peças: "Caixinha de Música" para piano, "Ária à Memória de um Rei Desaparecido", "(...) onde a parte do canto era substituída por uma melodia no oboé".Saiba mais.
Com Constança Capdeville iniciamos neste blogue, de uma forma mais organizada, a divulgação de Mulheres portuguesas autoras que se destacam como criadoras nas diferentes áreas artísticas a que a DGARTES está ligada - música, teatro, dança, ... Ou seja, compositoras, encenadoras, dramaturgas, coreografas, ... Para isso conta-se com a colaboração das diferentes técnicos da Direção Geral, e desta vez foram os colegas da Música que chamaram a atenção para a FIGURA, para a data, e indicaram fontes.
«O combate à violência doméstica tem sido, do
ponto de vista da política criminal, uma das principais preocupações da
sociedade portuguesa a todos os níveis.». Novas respostas.
«Women bear a disproportionate burden of the world’s poverty. Statistics indicate that women are more likely than men to be poor and at risk of hunger because of the systematic discrimination they face in education, health care, employment and control of assets. Poverty implications are widespread for women, leaving many without even basic rights such as access to clean drinking water, sanitation, medical care and decent employment. Being poor can also mean they have little protection from violence and have no role in decision making.». Para ler mais.
Quase se pode dizer que ao eleger-se «um dia» de qualquer coisa isso significa que todos os dias o deviam ser. A FESTA FEMINISTA acima divulgada parece-me vir nessa linha. Pessoalmente, gosto de lutar em FESTA! E por que lutar é que não falta! É já de 9 de Março a notícia: Despedimento de grávidas está a subir. Mas como rescaldo do 8, e para ampliar reflexão:
uma escolha de notícias, iniciativas, imagens, ...
No Dia Internacional da Mulher, a Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Género envia ao Parlamento Europeu uma série de recomendações para reduzir o fosso entre homens e mulheres. Com a crise no mercado laboral, também as desigualdades de salários têm vindo a aumentar. Preocupações que marcam a agenda das mulheres que representam Portugal em Estrasburgo. Mais através do Portal Sapo.
«(...) A propósito do Dia Internacional das Mulheres (8 de Março), um conjunto de activistas, grupos e movimentos sociais denunciam como nestes tempos sombrios de austeridade, as “respostas” neo-liberais estão a agravar a vulnerabilidade laboral e social das mulheres.
O documento alerta para o facto destas medidas terem como consequência o aumento do desemprego e da sua duração, da precariedade laboral, da desigualdade salarial entre homens e mulheres, da diferenciação de género ao nível de reformas e das pensões, ampliando a dimensão e impactos da pobreza. Argumenta-se ainda que os cortes no investimento público como, por exemplo, na área da educação, dos serviços de saúde sexual e reprodutiva, de serviços e equipamentos de apoio a crianças e idosos e a mercantilização do acesso à habitação têm e terão efeitos na vida das mulheres que não podem ser subestimados. O aumento da sua vulnerabilidade à violência de género; o ataque aos direitos laborais, e de direitos laborais conquistados na vivência da maternidade e da paternidade são outras preocupações apontadas (...)». O resto
Desigualdade de gênero é estupidez econômica, diz Banco Mundial - «Investir em políticas de redução das desigualdades de gênero favorece o crescimento dos países, com efeitos diretos na aceleração da economia. Esta é uma das conclusões do relatório sobre o desenvolvimento mundial de 2012, lançado nesta terça (6), pelo Banco Mundial, durante as comemorações dos 80 anos do voto feminino no Brasil». Saber mais.E as principais mensagens do Relatório.
Dia Internacional da Mulher: Amnistia Internacional destaca situação das mulheres no Médio Oriente - As pessoas em todo o mundo devem mostrar a sua solidariedade para com as corajosas mulheres que desempenharam um papel essencial nas revoltas do Médio Oriente e Norte de África, afirma a Amnistia Internacional. Mais.
Já nos tinhamos referido a este assunto da fraca representatividade das mulheres na gestão de topo, e hoje volta a ser notícia. Por exemplo, no jornal Público:
Apenas 6% dos membros dos conselhos de administração das empresas portuguesas que estão em bolsa são mulheres – menos de metade da média europeia e longe das metas que a Comissão Europeia traçou para 2020. Para “quebrar o tecto de vidro” que impede as mulheres de chegarem a posições de topo, Bruxelas pondera adoptar, ainda este ano, medidas legislativas para corrigir a disparidade de género nos órgãos de governação das empresas cotadas em.O resto . A partir de hoje estão em consulta pública medidas que vão no sentido de alterar este estado de coisas. Saiba mais.
imagem feita por Susana Neves trabalhadora na DGARTES
A notícia da imagem acima (clic sobre ela para ver melhor) saiu no Jornal Expresso de 25 de Fevereiro último, e foi retomada pela Agência Financeira, e faz todo o sentido que dela se dê conta aqui no nosso blogue.
Não podiamos terminar a semana sem nos associarmos a todos os que recordaram Zeca Afonso 25 anos depois da sua morte. Mais que não fosse, foi a ele que fomos buscar o nome deste blogue - Em Cada Rosto Igualdade.
Eu já tinha reparado na capa da revista, habituados que estamos a vermos apenas esguias a serem as escolhidas, mas foi este post que me fez trazer o assunto para o «Em Cada Rosto Igualdade». E aproveito para lembrar a «polémica» quando
Whitney Thompson (considerda gordinha) ganhou o America´s Next Top Model. E, claro, ninguém quer fazer a apologia da «gordura é formusura» ...
No dia 22 de Fevereiro - Dia Europeu da Vítima de Crime - a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promove a apresentação pública do Projecto Títono (In)Formar: apoio a pessoas idosas vítimas de crime e de violência. Este projecto Títono (In)Formar tem como objectivo desenvolver e promover acções de sensibilização e cursos de formação sobre Pessoas Idosas Vítimas de Crime e de violência, sendo desenvolvido em parceria com a SIC Esperança (segunda iniciativa do projecto “Natal É Quando Quisermos”).
Esta iniciativa surge do reconhecimento de que a violência contra as pessoas idosas constitui um problema social e de saúde pública, considerando-se que o seu eficaz combate pode contribuir para um futuro mais inclusivo, onde todos sejam respeitados ao longo do ciclo de vida, nomeadamente no contexto de um envelhecimento activo e saudável (...)». Saiba mais.
Por outro lado, através da comunicação social:«No terceiro trimestre de 2011, apenas 121 pessoas estavam presas em Portugal por violência doméstica, apesar de nesse ano terem sido apresentadas 25.126 queixas relacionadas com aquele crime (...)». O resto da notícia.
Através do Gabinete de Documentaçao e Direito Comparado, soubemos que está a decorrer a 8.ª sessão do Comité Consultivo do Conselho de
Direitos Humanos. No site do Gabinete a informação:
«O Comité Consultivo do Conselho de Direitos Humanos das
Nações Unidas realiza a sua 8.ª sessão de 20 a 24 de Fevereiro de 2012, em
Genebra.
Durante esta sessão, o Comité Consultivo, órgão composto por 18
peritos independentes que serve como fórum de reflexão de apoio ao Conselho de
Direitos Humanos, dará seguimento a pedidos que lhe foram dirigidos pelo
Conselho, sobre questões como o direito à alimentação, a promoção do direito dos
povos à paz, a cooperação internacional e a integração no seu trabalho de uma
perspectiva de género e da perspectiva das pessoas com deficiência. O Comité
Consultivo discutirá também temas como os direitos humanos e questões relativas
à tomada de reféns por terroristas e a promoção de uma ordem internacional
democrática e equitativa. (...). Confira e saiba mais.
Já alertada para o acontecimento, não pude deixar de reparar no artigo do Mercado Ético de hoje:«Pequena proporção de mulheres no Congresso Nacional é motivo de preocupação para ONU»que pode ler neste endereço.
«Mais do que o número de semanas de licença de maternidade e paternidade, o que tem um real impacto no aumento da natalidade são os mecanismos de apoio ao longo de apoio da vida da criança. Além disso, são também decisivas as medidas públicas que equilibrem a vida profissional e a familiar e a consciência que os cidadãos têm na estabilidade dessas políticas. Ao contrário do que defendia a presidência húngara da UE (Janeiro a Junho de 2011), "não é por mandar as mulheres regressarem a casa para fazer mais filhos que aumenta" a taxa de natalidade, disse o investigador. A análise dos dados mostrou que, a longo prazo, essa recuperação se verificou nos países com maior número de mulheres empregadas.». A notícia.
O INA acaba de divulgar na sua Newsletter o estudo «‘Igualdade de género nos cargos de direcção da Administração Pública Central - 14 anos de políticas para a igualdade’, da autoria de Belén Rando, Matilde Gago da Silva e Cláudia Anjos. Na apresentação é dito (sublinhado nosso): «Este estudo foi desenvolvido com o intuito de verificar a taxa de feminização existente nos cargos de direcção da Administração Pública Central em 2010 e a sua configuração nos diferentes ministérios, decorridos 14 anos de Planos para a Igualdade. O levantamento de informação foi efectuado junto das secretarias-gerais dos ministérios. De forma geral, constatou-se que na Administração Pública Central portuguesa continua a predominar o sexo masculino nos cargos de direcção e que este predomínio é mais evidente na medida em que se avança no cargo. Esta configuração é semelhante quando efectuada uma análise por Ministério, embora se tenham identificado certas especificidades em alguns deles.». Estudo disponível aqui.
«13 Políptico reinterpreta em versão fotográfica os famosos seis Painéis de São Vicente de Fora, obra-prima da pintura portuguesa do século XV que integra o acervo do Museu Nacional de Arte Antiga, agora reportada à actualidade. O espaço BES Arte & Finança, no Marquês de Pombal, em Lisboa, recebe a partir de hoje a exposição dos trabalhos de seis fotógrafos (...)». Saiba mais.E no último Jornal Expresso uma passagem do que foi escrito sobre a exposição onde se menciona a questão de género:
Imagem tratada por Margarida Silva, trabalhadora na DGARTES