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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FRANCISCO BARRERA | «El Verano»


Obra que pode ser vista na Exposição JOSEFA DE ÓBIDOS.



Josefa de Óbidos

E A INVENÇÃO DO BARROCO PORTUGUÊS

16 mai - 6 set 2015
Museu Nacional de Arte Antiga


E sobre a Exposição há na TSF  em permanência um trabalho do programa
 ENCONTROS COM O PATRIMÓNIO

«Nesta emissão vamos visitar a exposição patente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, sobre Josefa de Óbidos e a invenção do barroco português. Mulher de raras qualidades, Josefa de Óbidos distinguiu-se, de modo especial, na pintura que partilhou com o seu pai Baltazar Gomes Figueira. Aos trinta anos Josefa era uma profissional emancipada. Possuída de intensa religiosidade, apesar de não pertencer a nenhuma comunidade monástica, deixou, na sua obra, abundantes composições de caracter religioso onde sobressaem também as naturezas mortas.
São convidados deste programa Filipa Vicente, Carlos Moura, Joaquim Caetano e José Alberto Seabra de Carvalho». O endereço.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

«MENINO JESUS FEMININO» | Josefa de Óbidos



A imagem foi retirada da edição impressa do Público, mas o trabalho, da jornalista Lucinda Canelas,   também está online, e como pode verificar começa assim:
«Não é difícil imaginá-la no seu universo feminino, fora da oficina, rodeada de crianças que não eram suas, talvez na cozinha, a fazer bolos ou a escolher os frutos e flores que mais tarde haveria de pintar. Não é difícil imaginar alguém a chamar-lhe tia Josefa, diz Anísio Franco, conservador do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), frente à obra que acaba de ser exposta. É um Menino Jesus Peregrino que Josefa de Óbidos terá pintado já no auge da sua carreira — invulgar para uma mulher do século XVII —, nas décadas de 1660 ou 70, que reúne uma série de traços característicos da sua obra, femininos».  E mais adiante sobre a autora  da pintura - JOSEFA DE ÓBIDOS:

«Uma mulher singular
Na época, e apesar de uma clientela fiel, ainda que “restrita e muito regional”, esta artista que se formara na oficina do pai, o pintor Baltazar Gomes Figueira, não tinha a mesma projecção de outros colegas de profissão e havia até quem a acusasse de erros de perspectiva elementares. Anísio Franco lembra que não era comum no antigo regime uma mulher solteira, sem descendência directa e, ainda por cima, capaz de se sustentar. “Isso devia incomodar muita gente.” ». Mas leia na integra e veja o video que acompanha o artigo.  E depois, claro, nada substitui a ida ao museu.