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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

EXPOSIÇÃO | «Ana Hatherly e o Barroco / Num Jardim Feito de Tinta» | ATÉ 15 JAN 2018 | GULBENKIAN



«Esta exposição-ensaio tem apenas um assunto: Ana Hatherly e o Barroco. No entanto, não nos centramos apenas na influência do Barroco nas obras da artista, mas em como a investigação e experimentação de Ana Hatherly revalorizou esse denegrido período histórico e modificou a nossa conceção do passado – afinal, a tradição é um território inexplorado de aventura e de contínuo espanto. Deste modo, juntando objetos, obras e documentos de períodos históricos distintos, que Ana Hatherly analisou ou indicou nos seus ensaios, organizamos um percurso expositivo a partir de categorias essenciais do Barroco: o Mundo como Labirinto; a importância do Lúdico; a Vida como Nada diante da Morte; a Alegoria e a folia da Interpretação; o Diálogo oblíquo entre pintura e poesia; e a Metalinguagem da obra de arte que se reflete a si mesma.
São muitas as portas de entrada neste edifício, pois também foram variadas as declinações da obra de Ana Hatherly: nos ensaios e investigação académica; na poesia e na prosa; nos desenhos, nas re-colagens, nas performances, nos filmes, nos programas televisivos… Um labirinto onde tudo gira à volta da escrita, como afirmou. Esse jardim feito de tinta, onde a artista reinventa o mundo caminhando por entre signos, é o lugar enigmático do jogo – e desta exposição como jogo». Saiba mais.
Curadoria: Paulo Pires do Vale




quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ANA HATHERLY



«Morreu Ana Hatherly, a pintora da palavra

(...)
A historiadora da arte Raquel Henriques da Silva identifica várias Anas: “Havia a Ana professora, poeta, especialista da poesia barroca. Havia a Ana militante, das colagens-rupturas dos anos do PREC e da recriação dos graffitinos últimos anos. Todas eram a Ana, aquela presença bela e azul,  a transbordar de novos projectos, concretizados com a tranquilidade de quem se passou a alimentar também da filosofia  do oriente.”
Falta uma Ana: “Havia finalmente a Ana artista generosa que ao longo dos anos ofereceu  peças maiores da sua obra aos museus que muito amava, também por companheirismo com as suas equipas”, acrescenta a historiadora, que refere como “um privilégio” ter conhecido e trabalhado com esta artista, para quem em 1997 comissariou a exposição Viagem à Índia e Outros Percursos, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. (...)». Leia na integra.






terça-feira, 26 de março de 2013

ANNA HATHERLY HOJE NO TEATRO NACIONAL D.MARIA II

©Francisco Elias
 
 
Ana Hatherly: No princípio está o gesto
 
Leitura de textos da poetisa e artista plástica, com coordenação de Paulo Lages.
 
HOJE 26 MARÇO | 19H | ENTRADA LIVRE
 
Em Ana Hatherly, no princípio está o gesto. Ele é a génese e todo o trabalho resulta de um retorno à origem. Nesse processo erudito de descoberta da origem, a artista desenvolveu uma linguagem própria, como se de um novo alfabeto se tratasse, em busca da autenticidade. É essa autenticidade que encontramos nos trabalhos desta exposição. Um percurso de quatro décadas que revela o intenso processo criativo da artista, através de obras da coleção do MNAC – Museu do Chiado e da coleção AR.CO, algumas até hoje inéditas.