sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

DANTAS RODRIGUES | «Minorar a violência contra as mulheres»




Disponível neste endereço



Uma passagem do artigo da imagem:
«(...)
Diminuir as assustadoras estatísticas da violência no casal por maus tratos psíquicos, constitui uma verdadeira obrigação de política criminal e, a meu ver, só se tornará viável se for atalhada logo a partir da emergência dos primeiros sinais de agressão, isto é, bem antes dos cônjuges ou companheiros terem passado à agressão física. Se mantivermos o mesmo modelo de investigação, baseado exclusivamente em depoimentos que nunca mais acabam, não estaremos a proteger a vítima, mas sim o agressor. A investigação tem de ser interdisciplinar, a equipa não pode ser exclusiva de polícias, e tem de integrar outros ramos do conhecimento, nomeadamente a psicologia de intervenção clínica do trauma da vítima. Além disso, seria da maior utilidade criar um novo modelo de relatório clínico adequado ao sofrimento psíquico da vítima, através do qual se pudesse estabelecer uma avaliação pormenorizada da vivência abusiva e dos danos a ela causados e, depois, feito o diagnóstico, encaminhá-la para uma entrevista com uma assistente social, a fim de completar a avaliação dos contextos social e familiar e se definir o apoio institucional necessário a aplicar.  Tal como as coisas neste momento se encontram é não faz qualquer sentido: ser o funcionário judicial que investiga, ouve e redige as declarações de testemunhas de um crime de furto e, a seguir, vai ouvir e redigir as declarações de testemunhas de um crime de violência doméstica.


«encorajar a participação do setor privado e dos media na prevenção da violência contra as mulheres e da violência doméstica»



Do site da CIG:
«O Conselho da Europa (CoE) acaba de publicar, em formato impresso e online, um documento relativo ao artigo 17.º da Convenção de Istambul, o qual visa encorajar a participação do setor privado e dos media na prevenção da violência contra as mulheres e da violência doméstica. 
Esta publicação pretende explicar, de forma detalhada, a importância do envolvimento do setor privado e dos media neste domínio, bem como apresentar recomendações e exemplos de estudos de caso e de boas práticas nesta área.
Uma atenção especial é ainda dada a algumas medidas adotadas no âmbito da cooperação entre o setor público e privado no sentido de promover a segurança das crianças e jovens, que fazem uso das novas tecnologias de informação, as quais permitem aceder a conteúdos violentos e de carácter sexual suscetíveis de serem prejudiciais».




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

VERA VARELA CID






A professora de dança Vera Varela Cid, uma das fundadoras da Companhia Nacional de Bailado (CNB), morreu no domingo, aos 78 anos.  
A partir do DN:  «Nascida em abril de 1937, em Lisboa, Vera Varela Cid foi estudar ballet com 14 anos  para a Royal Academy of Dance, em Londres, apresentando-se nos anos seguintes em espetáculos realizados em Inglaterra e na França. De regresso a Portugal, passou pelo grupo de bailado Verde Gaio, fundado em 1940 e extinto em 1977, ano em que foi criada oficialmente a CNB, por despacho do então secretário de Estado da Cultura David Mourão Ferreira. Na CNB,VeraVarela Cid foi um dos seus elementos fundadores, a par de Luna Andermatt (falecida em 2013), Pedro Risques Pereira e o coreógrafo, cenógrafo e bailarino Armando Jorge, que viria a ser o primeiro diretor. Além do trabalho na direção artística da CNB, Vera Varela Cid criou para a RTP, com Luna Andermatt, programas quinzenais sobre a história do bailado e os bastidores do espetáculo.  (...).
"Deixa um legado de dedicação, profissionalismo e criatividade artística de valor inestimável, na história do bailado e das artes performativas em Portugal", afirma a nota do ministério liderado por João Soares. 
"O Ministério da Cultura manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento da bailarina e fundadora da Companhia Nacional de Bailado (CNB), professora Vera Varela Cid", afirma o comunicado do gabinete do ministro João Soares.  O gabinete recorda que Vera Varela Cid foi cofundadora da CNB, sua diretora artística e "dedicou toda a sua vida profissional ao ensino da dança"  (...)».




Com este post a nossa singela homenagem.


PROJETO | «Gender Balance Power Map»



«The goal of the project is to contribute to the enhancement of women participation to economic decision making positions at the European level». Saiba mais.

Na esfera deste Projeto: 

Saiba Mais

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

«IDEIAS QUE MARCAM»|Candidaturas até 21 de fevereiro de 2016


Tirado daqui
onde pode saber mais
(montagem)

E do site da CIG:

Abertura  de Candidaturas 
ao Programa da Comissão Europeia
 de Apoio a Empreendedores/as

Estão abertas as candidaturas para o «Elevator Pitch – Ideias Que Marcam», uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal. Os/as candidatos/as que forem selecionados/as, vão ter acesso a formação de forma a desenvolverem as ideias que têm e para se prepararem para exporem os seus projetos. 
A formação centra-se em competências essenciais para empreendedores/as e em ‘coaching’personalizado e inclui o acesso a uma rede de contactos de diversos parceiros e informação sobre instrumentos de apoio a nível europeu.
O prazo de candidaturas para o «Elevator Pitch – Ideias Que Marcam» termina no dia 21 de fevereiro de 2016.  +.


«Coisas de mulheres»

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CONTRA O TRABALHO INFANTIL | Sessão de abertura do ano da CPLP contra o trabalho Infantil | FEVEREIRO 2016 | DIA 17 | 10:00H |ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


(Montagem)




Abertura do Ano de 2016 da CPLP contra o Trabalho Infantil
 na Assembleia da República
«A abertura oficial do Ano de 2016 da CPLP contra o Trabalho Infantil terá lugar na Sala do Senado da Assembleia da República no próximo dia 17 de Fevereiro num evento organizado com o Secretariado Executivo da CPLP em articulação com a OIT Lisboa». Veja aqui.





TEATRO | «Graça: Suite teatral em três movimentos» | MULHERES E A CRISE DOS MIGRANTES SÃO TEMAS






Do trabalho da imagem:
«(...)
Especialmente centrado na pintura (e na figura) de Graça Morais, esta “suite teatral” ganha a premente actualidade de que fala o encenador ao relacionar as cores e as sombras luminosas da obra da pintora transmontana com o drama actual das migrações e da incapacidade que a Europa tem manifestado em lidar com o problema. 
Dividido em três actos, ou segmentos, o espectáculo parte da exploração dos sentidos que é manifesta na pintura de Graça Morais e termina com uma visita à própria artista no seu atelier de Lisboa. Pelo meio, a cena abre-se e como que explode em cores vivas perfazendo “a caminhada do medo”, título de uma série da pintora que inspirou um texto visionário de Antonio Tabucchi (1943-2012) sobre o fluxo das migrações contemporâneas na Europa, O Fim do Mito: Breve auto sobre um quadro de Graça Morais . “Foi um dos últimos textos que Tabucchi escreveu, a partir da experiência que viveu em Lampedusa, e foi extraordinariamente premonitório; ele adivinhou o descalabro que aí vinha”, nota Carlos J. Pessoa, justificando a “pintura cosmogónica” que surge como cenário para o texto do escritor italiano, no segundo acto da peça. (...) .
Suite teatral em três movimentos faz-se acompanhar no TeCA por três pinturas da artista, representando a mulher e a violência a que ela se encontra sujeita num mundo dominado pelo homem.  (...)».




TEATRO | PORTO
TEATRO DA GARAGEM
GRAÇA: SUITE TEATRAL EM TRÊS MOVIMENTOS 

FEVEREIRO  12 a 20
quarta-feira 19:00 | quinta-feira a sábado  21:00 |  domingo 16:00
Teatro Carlos Alberto | TNSJ 


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

FILME | «Carol»





«Um lindo e excelente filme. Um drama sobre sexualidade, envolvendo o romance de duas mulheres. O filme é leve e bem ajustado para não causar impacto, bem próprio para a época, 1948. Muito bem dirigido e com momentos fantásticos de expressão facial, só possíveis por se tratarem de duas das melhores atrizes, do momento. Cate Blanchett e Rooney Mara. Jeniffer Laurence, muito bem em Joy, corre o risco de perder. E acho que vai ser barba e cabelo. Carol leva melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, com Rooney Mara, surpreendente. É um filme para amantes do bom cinema, e as sessões estão sempre lotadas de apreciadores. Imperdível» - tirado daqui.



E sobre o filme da critica de  Jorge Leitão Ramos, no semanário Expresso, desta semana: «Todd  Haynes adapta Patricia Highsmith - e aproxima-se da perfeição». Um excerto:




«As Grandes Cartas de Amor»




«Este livro reúne 51 cartas comoventes, eufóricas, apaixonadas e sofridas. Foram escritas por grandes figuras, de Virginia Woolf a Beethoven, de Napoleão a Karl Marx. Dão-nos lições de dignidade, de paixão, de  amorosa resignação. Ensinam-nos os caminhos da alegria, do desejo e da perda». + .



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (67) | Mostra «80 anos d’O Mosquito» | ATÉ 29 FEVEREIRO 2016 | BIBLIOTECA NACIONAL | LISBOA





«(...)
De todas as revistas portuguesas de banda desenhada, houve uma que atingiu um estatuto mítico que nenhuma outra logrou ultrapassar:O Mosquito. Aos que ainda a leram, comprada por cinco tostões aos jornaleiros ou nas tabacarias de esvão de escada, custa acreditar que já passaram 80 anos sobre o primeiro dia em que a revista foi publicada, a 14 de janeiro de 1936. (...)». Saiba mais.




DA AUSTRÁLIA | «Australia’s gender equality scorecard»




«The release of the 2014-15 data is a milestone for the Workplace Gender Equality Agency. It represents the second year of reporting under the Workplace Gender Equality Act 2012 and the first comprehensive ‘time-series’ data on the status of gender equality in Australian workplaces. Last year’s data was the yardstick; from this year onwards we can track progress and performance against key gender equality indicators. There is good news, bad news and plenty of interesting insights in the 2014-15 data. Let’s start with the bad news. Our data, covering 12,229 employers and nearly four million employees – over 40% of Australia’s employees - that there is still a gender pay gap across all industries and management levels and the concentration of women in lower-paying occupations and industries». Continue a ler na Introdução.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

CONGRESSO | «Género, Direitos Humanos e Ativismo» | SETEMBRO 2016 | DIAS 7 - 9 | AVEIRO



Saiba mais
«(...)
O V Congresso Internacional em Estudos Culturais – Género, Direitos Humanos e Ativismos convida investigadores e ativistas a juntarem-se, entre 7 e 9 de setembro de 2016, na cidade de Aveiro para pensar teorias e práticas em torno destas questões, buscando complementaridades entre a práxis científica e a práxis activista, não para diluir as diferenças entre elas, mas, ao contrário, para encontrar as possibilidades de se enriquecerem umas às outras, precisamente por serem diferentes. Neste sentido, este Congresso acolherá igualmente apresentações de trabalhos científicos, artísticos e relatos de experiências de ativistas dos movimentos sociais. (...)». Continue a ler.

«A UE tem de ultrapassar os medos e as divisões que a paralisam para poder gerir eficazmente a crise dos migrantes e refugiados»

Na integra aqui.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

«Hombres para el siglo XXI: semblanzas de hombres feministas»



«Diecinueve hombres  abren su corazón para  contarnos  las peripecias y desventuras de su largo camino vital hacia la igualdad de género.  Son diecinueve historias autobiográficas  distintas, repletas de matices diferentes  que nos hablan de sentimientos, de apegos,  de encuentros y desencuentros, de  culpas y agradecimientos,  vividos bajo  los mandatos de género de una cultura patriarcal y  capitalista  que se  nos inculca desde la cuna  y que convierten el camino en una senda repleta de sobresaltos y sufrimientos .  Son historias que nos hablan de la necesaria toma de conciencia personal  que nos  impulsa al cambio, en nosotros mismos y en la sociedad.  Mientras que los hombres y las mujeres  no convirtamos  en carne propia  los principios de libertad, igualdad y fraternidad y no los practiquemos  en nuestras relaciones personales,  los cambios sociales están destinados al fracaso, como demuestra la Historia.  Lo que estos hombres nos cuentan, nos importa porque  nos sentimos identificados con ellos» .  +.

E, a propósito, o post 

La vida cotidiana de los hombres feministas,

no El Paìs.

CURIOSO ! | « Sou como uma mulher, faço várias coisas ao mesmo tempo» | PALAVRAS DE GUARDIOLA



+ AQUI



Sobre o mesmo assunto daqui:  «Ao ser questionado se já está pensando na próxima temporada, o técnico admitiu que sim, e ainda garantiu que isso não vai atrapalhar em nada os seus últimos meses no Bayern de Munique. Colocou o seu lado feminino para funcionar».
Já agora, para quem esteja longe destas coisas do futebol: Guardiola, em «Janeiro de 2012, foi eleito pela FIFA como melhor treinador do mundo». + na wikipedia. Quem sabe explorar o lado feminino tenha ajudado.




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

AMANHÃ | 6 FEVEREIRO |«Dia Internacional da Tolerância Zero Contra a Mutilação Genital Feminina»


Conforme se pode ler no site da CIG: «De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, milhões de mulheres e raparigas, na União Europeia e em todo o mundo, são submetidas à prática brutal da Mutilação Genital Feminina (MGF) e muitas outras correm o risco de serem vítimas desta prática.
O dia 6 de fevereiro foi consagrado, pela Organização das Nações Unidas, como o Dia Internacional da Tolerância Zero Contra a Mutilação Genital Feminina.
Esta jornada de sensibilização a nível mundial é uma boa ocasião para se reafirmar o compromisso no sentido de erradicar esta prática extremamente lesiva que constitui uma violação grave dos direitos humanos e reflete a desigualdade entre os sexos, evidenciando a discriminação contra as mulheres»..
Com este post, divulgando as publicações das imagens, queremos assinalar a data. E acrescentemos o lema para este ano:


E as palavras do Secretário-Geral das Nações Unidas: 

«The Sustainable Development Goals contain a specific target calling for an end to FGM. When this practice is fully abandoned, positive effects will reverberate across societies as girls and women reclaim their health, human rights and vast potential». +.
A propósito da MGF, este trabalho, de hoje,  do jornal online Observador, com o seguinte titulo:

Pelo menos 200 milhões de raparigas e mulheres vítimas de mutilação genital




REFUGIADOS | «Está a aproximar-se uma crise gravíssima»



Leia aqui.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

DIREITOS HUMANOS | «World Report 2016»





«World Report 2016 summarizes key human rights issues in more than 90 countries and territories worldwide. It reflects investigative work that Human Rights Watch staff undertook in 2015, usually in close partnership with human rights activists in the country in focus.
In his keynote essay, Human Rights Watch Executive Director Kenneth Roth details how fear drove global developments of 2015. Fears of terror attacks and potential impact of refugee influx led to a scaling back of rights in Europe and other regions. In China, Ethiopia, India, and Russia, fears that social media will energize social and political movements helped to drive a disturbing global trend: the adoption of repressive new laws and policies targeting civil society. Roth traces the ways in which human rights law can and should guide responses to these major global developments». Veja mais.






PORTUGAL 2020 | CONCURSOS | Promover a inclusão social e combater a pobreza e a discriminação | CANDIDATURAS ATÉ 31 DE MARÇO DE 2016




Ainda:
«Foi disponibilizado no Balcão 2020 o formulário de candidatura associado ao AVISO Nº POISE-36-2015-21 – “Apoio financeiro e técnico a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atuam no âmbito da promoção da igualdade de género e da prevenção e combate à violência doméstica e de género e ao tráfico de seres humanos”.
Tal como explicado no aviso de abertura do concurso, para apresentar a candidatura é indispensável que o/a beneficiário/a tenha efetuado registo e autenticação no Balcão 2020. Com essa autenticação é criada uma área reservada na qual o/a beneficiário/a poderá contar com um conjunto de funcionalidades, independentemente da natureza do projeto, da Região ou do Programa Operacional a que se pretende candidatar». Mais no site da CIG.

Por outro lado, lembra-se que período de candidaturas do concurso sobre Púbicos Estratégicos também foi prorrogado - até 31 de março de 2016. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

«10 mil crianças refugiadas desaparecidas»



No site da TSF


«O diretor do Serviço Europeu de Polícia disse ao jornal britânico The Guardian que, só em Itália, desapareceram 5 mil crianças e na Suécia outras mil.
As crianças desapareceram depois de serem registadas nos países de chegada ou asilo. "Não é razoável dizer que estamos a procurar mais de dez mil crianças. Simplesmente não sabemos onde estão, o que estão a fazer ou com quem estão", disse o chefe de gabinete da Europol.
Com a vaga de refugiados que tem chegado à Europa vêm também crianças sozinhas.
A organização Save the Children estima que, só no ano passado, entraram nos países europeus 26 mil menores sem família. A Europol acredita que do milhão de refugiados que chegaram ao Velho Continente durante o último ano, 27% serão menores».



MIGRAÇÕES

«28 December 2015

Climate migration being ignored says new report

Migration due to climate change is being largely ignored by the world's media, according to a new report from the UK-based Ethical Journalism Network (EJN).
The “Moving Stories” report reviews media coverage of migration in the 28 countries of the European Union and 14 other nations and was published to coincide with Sunday’s UN International Migrants Day.
The report said that more than 10 per cent of the population of Nepal have migrated since 1995 largely due to environmental factors but the media has not properly investigated the issue». Continue a ler.


A propósito das migrações, e em português, por exemplo,  no Jornal Público online podemos saber mais,  através de ferramentas multimédia;

«Crise migratória no Mediterrâneo

 Este ano, mais de 850 mil pessoas atravessaram o Mediterrâneo em barcos sobrelotados, depois de viagens de semanas ou meses, em fuga de perseguições, guerras, ou de uma vida sem perspectivas». Neste endereço.

E no site da Rádio Vaticano Brasil (destaque nosso):

«“Uma melhor coordenação e maior colaboração para enfrentar a crise migratória na Europa.” Este é o pedido dos participantes da conferência sobre os refugiados, organizada recentemente em Genebra, na Suíça, pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e pelas Nações Unidas. (...)
O texto sublinha a necessidade de implementar, reforçar e melhorar o sistema de acolhimento da União Europeia: “É necessária uma coordenação para enfrentar as exigências dos migrantes, protegê-los da violência sexual e de gênero, fornecer instrução para crianças e adolescentes, assistência médica e alimento. “O acesso a um igual procedimento de asilo não deve ser limitado pela nacionalidade, etnia, religião, condição de saúde dos requerentes ou por outros critérios que não sejam o da necessidade. Além disso, é urgente colaborar para combater episódios e comportamentos xenófobos, racistas e islamofóbicos”, destaca a nota.(...)». 


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

«Annie Leibovitz homenageia mulheres em exposição fotográfica»


Misty Copeland, New York City, 2015 
© Annie Leibovitz from WOMEN: New Portraits 


Conforme se pode ler aqui, em Londres, da fotógrafa Annie Leibovitz,  inaugurou-se em janeiro passado uma «nova e inédita exposição de retratos de mulheres, um trabalho iniciado em 1999 e "sempre em curso" que ela sonha em completar com o retrato de Angela Merkel.
"Através do meu trabalho estou muito interessada no que as mulheres fazem, quem somos, e foi uma grande surpresa de ver, com o projeto Women, como nós nos parecemos", disse a fotógrafa de 66 anos, conhecida por seus retratos de artistas e estrelas.
Batizada "Women: New Portraits" (Mulheres: novos retratos) e patrocinada pela União de Bancos Suíços (UBS), esta exposição mostra "mulheres de sucesso" em diversos setores - músicas, escritoras, políticas e executivas. A mostra será apresentada (...) até 7 de fevereiro na antiga central hidroeléctrica de Wapping, no leste de Londres.

(...)Depois de Londres, a exposição vai passar por Tóquio, São Francisco, Singapura, Hong Kong, Cidade do México, Istambul, Frankfurt, Nova York e Zurique nos próximos 12 meses».


Annie Leibovitz 


JACQUES RIVETTE | morreu o cineasta «autor de sagazes personagens femininas»



«Morreu um cineasta misterioso: Jacques Rivette

«(...)
A Religiosa, adaptação de Diderot, foi interditado pela censura francesa - muitos vêem no ascetismo desse filme um anúncio do Manoel de OIiveira deAmor de Perdição (1978). Foi um escândalo na França do General De Gaulle e um sucesso à medida. As pressões do mundo católico contra "um filme blasfemo que desonra as religiosas" fizeram-se sentir durante a rodagem. Não obstante, o produtor Georges de Beauregard continuou com as filmagens mesmo estando certo de que a exibição seria proibida. De facto, De Gaulle ordenaria ao seu ministro da informação, Alain Peyrefitte, “Vous vous débrouillez mais ce film ne sors pas. C’est un ordre!”. Estava-se em tempo de eleições presidenciaisé preciso contextualizar.
«(...)
As mulheres, as actrizes, foram sempre o enigma dos seus filmes - veja-se Bulle Ogier. Duas estrelas do cinema francês dos anos 90 não resistiriam a experimentar as rodagens de Rivette: Emanuelle Béart, na Bela Impertinente(livre adaptação da novela de Balzac Le Chef d'Oeuvre Inconnu), que foi mais do que um sucesso de estima em 1991 - dos últimos exemplos do cinema de autor (e um autor com notoriedade de "difícil") a criar acontecimento nas salas, por isso é mesmo de outro mundo que falamos - e Sandrine Bonnaire no díptico sobre Joana D'Arc, Jeanne la Pucelle (1994). Continue a ler no Público.

Noutras fontes:
«(...)
Autor de sagazes personagens femininas, Rivette foi desenvolvendo uma estética própria a partir dos anos 1970, em filmes de longa duração carregados de improviso e histórias de fantasia e conspiração. Mais na Metropoles

«(...) As personagens femininas são outro fio condutor do seu cinema. Fiel a algumas de suas atrizes-fetiche, como Jane Birkin, Sandrine Bonnaire, Emmanuelle Béart e Jeanne Balibar, Rivette rodou com elas títulos como L’Amour Par Terre (1984),A Bela Intrigante (1991), Jeanne la Pucelle (1993), Paris no Verão (1995), Quem Sabe? (2001), Não Toque no Machado (2007) e seu último filme, 36 Vues du Pic Saint-Loup (2009), sobre uma trupe de artistas que tenta manter seu trabalho após a morte do dono do circo onde trabalham. Leia aqui no El Paìs.

Rivette