quarta-feira, 24 de setembro de 2014

«OS VOSSOS IDOSOS SÃO DOENTES»


Nigel Crisp
«(...)
Uma mulher de 65 anos no vosso país tem uma perspectiva de cerca de seis anos de vida com saúde. Provavelmente, viverá mais 15 anos mas só seis serão com saúde. Na Noruega, espera-se que seja saudável quase até à morte, daí a 14 ou 15 anos. Essa é uma grande diferença: os vossos idosos são doentes. E esse é o pior problema que vocês enfrentam. Se, quando criaram o SNS, o vosso principal problema era a mortalidade infantil, e vocês venceram-no, hoje o vosso problema é este: têm idosos doentes", diz.
Muitas doenças crónicas são provocadas por dietas erradas, falta de exercício, pobreza na infância. Na terceira idade, as doenças crónicas representam um grande peso para o Serviço Nacional de Saúde.

"Este é o principal problema para as pessoas, mas também é o pior problema financeiramente. Pelas minhas estimativas este grupo custa-vos 70% a 80% por cento do orçamento do Serviço Nacional de Saúde. Por isso, se vão fazer alguma coisa sobre o financiamento do Serviço Nacional de Saúde têm de fazer alguma coisa por este grupo e este é 'o ponto' no nosso relatório”, afirma Nigel Crisp. (...)». +

E veja sobre o Projeto subjacente à notícia no site da Gulbenkian em  

Um Novo Pacto para a Saúde | Apresentação relatório final

onde, nomeadamente,  ficamos a saber: «O Relatório “Um Futuro para a Saúde - todos temos um papel a desempenhar” resulta da iniciativa Health in Portugal: A Challenge for the Future. The Gulbenkian Platform for a Sustainable Health System, lançada em fevereiro de 2013 pela Fundação Calouste Gulbenkian. Para além de Lord Nigel Crisp (presidente), a Comissão que elaborou este Relatório foi constituída por Donald Berwick (EUA), Wouter Bos (Holanda), Ilona Kickbusch (Suíça), João Lobo Antunes, Pedro Pita Barros e Jorge Soares».



O FACTOR «MULHER» NO INÍCIO DO SÉCULO XXI



A imagem quer chamar a atenção para uma série de artigos do NYT/International Herald Tribune sob a designação The Female Factor . É sobre as mudanças operadas pelo mundo  no que ao poder das mulheres diz respeito, e procura medir a intervenção feminina no desenvolvimento, neste início do sec. XXI. De facto, pode-ler-se:  «Articles in this series examine the most recent shifts in women's power, prominence and impact on societies around the world, and try to measure the influence of women on early 21st century development». Alguns dos artigos:

 

- For China, a New Kind of Feminism

- Afghan Policewomen Say Sexual Harassment Is Rife

- 'Something Powerful' for Women in Berlin's Technology Universe

- ...
Veja tudo aqui. A nosso ver, a não perder.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

A VERDADE DOS NÚMEROS | Dirigentes recrutados para a Administração Pública| Homens 68,3% | Mulheres 31,7%





Os números fornecidos pela imagem constam de um trabalho do semanário Expresso, de 14  de agosto deste ano, em torno da «CRESAP - Comissão de Recrutamento e Seleção  para a Administração Pública» e do seu Presidente. Falam por si.

DEBATE | «Combate à Prostituição e Tráfico uma agenda de luta política e social pela dignidade das mulheres» | MDM | 25 setembro 2014 | 15:30h




CONFERÊNCIA | «Spring forward for Women» | 5 nov 2014 | Parlamento Europeu







E aqui aquando do seu lançamento



«UN Women, in cooperation with the European Commission and FEMM Committee, is organizing the conference "Spring forward for Women" on 5 November 2014 in the European Parliament. The Conference aims to provide the opportunity for an exchange of experiences and views between women lawmakers from the Arab States and their European counterparts to identify common challenges and opportunities for women's effective political participation. This event is part of a larger project, Spring forward for Women, co-financed by the UN and the EU. This project for political and economic empowerment of women in the Southern Mediterranean region promotes access and effective participation of marginalised women in economic and public life by addressing the barriers that have impeded their engagement in these areas» (Destaques nossos). Ver aqui.



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

23 SET | 18:00H | UMAR | «Violência (d)e género na literatura brasileira»


Saiba mais e 
veja a Programação da UMAR 
para setembro: aqui



CHILE | Um capitulo da história da resistência escrito em tecido | Nas ARPILLERAS

Encadenamiento. Enchainment.
Protesters would chain themselves to the gates of Congress
demanding information about their missing or imprisoned loved ones. (Gala Torres)
Families of the Detained and Disappeared protest before the Supreme Court
demanding to know where their loved
ones are ¿Dónde Están? and Truth and Justice. (Anita Rojas)
As imagens foram retiradas do post Chilean Arpilleras: A chapter of history written on cloth escrito num 11 de setembro (2010) por Margaret Snook: lembra o golpe que no Chile, em 11 de setembro de 1973, derrubou Allende e como mulheres registaram nas Arpilleras o que foi viver sob a ditadura de Pinhochet. Mas chegámos lá via exposição que está no Victoria and Albert Museum: Disobedient Objects. Sobre a exposição:
 26 July 2014 – 1 February 2015: From Suffragette teapots
 to protest robots, this exhibition is the first to examine the
 powerful role of objects in movements for social change. It demonstrates
 how political activism drives a wealth of design
 ingenuity and collective creativity that defy standard
 definitions of art and design.
Ou seja, a nosso ver, uma vez mais, o poder da arte - profissional ou amadora -  nas mudanças sociais. Nesta exposição há Arpilleras como ficámos a saber através daqui, onde podemos ler:
 A«près l’arrivée au pouvoir d’Augusto Pinochet au Chili le 11 septembre 1973, à la suite d'un coup d’Etat, son gouvernement militaire a exécuté, fait «disparaître», ou torturé des milliers de citoyens. Une exposition intitulée «Disobedient Objects» (objets de désobéissance), actuellement au Victoria & Albert Museum de Londres, contient quelques exemples d’arpilleras: des courtepointes (quilts en anglais) brodés par des femmes chiliennes pour dénoncer les injustices du régime.
La plupart des personnes qui ont disparu sous Pinochet étaient des hommes, et leur absence a provoqué beaucoup d’insécurité économique pour les femmes de leurs familles. Les arpilleras ne représentent pas uniquement l’aspect sanglant du régime, elles illustrent aussi les privations et humiliations de la vie quotidienne.
L’Eglise catholique, qui était opposée au régime, organisait des ateliers pour que les femmes puissent créer ces couvertures, et fournissait souvent le tissu et les fils. L’Eglise vendait ces arpilleras à l’étranger, et redistribuait ensuite l’argent récolté aux femmes. Le gouvernement a fini par interdire la possession et l’exposition des arpilleras, mais beaucoup ont continué à en faire à l’étranger».
No   Royal Alberta Museum, no  Canada, possibilidade de saber mais em Arpillera - the cloth of resistance.

UMAR + CASA DO BRASIL | Formação Inicial de Formadores | Destaque: cruzamento com questões de género




«Reconhecendo o CCP (antigo CAP) como uma mais-valia na formação pessoal e profissional de cada uma/um, a UMAR juntamente com a Casa do Brasil promove esta iniciativa que, para além da certificação das competências pedagógicas, procurará cruzar algumas questões de género com os respectivos conteúdos da formação».






quinta-feira, 18 de setembro de 2014

«PRÉMIO TERRE DE FEMMES 2015» | Candidaturas até 30 setembro 2014





«O Prémio Terre de FEMMES destina-se a mulheres maiores de idade que tenham um projeto a favor do ambiente realizado através de uma estrutura sem fns lucrativos ou a título privado».


BOAS PRÁTICAS | Uma discussão anual sobre a integração da perspetiva de género em cada organização




Pode ler-se no site da UN Human Rights que no passado dia 15 o «Human Rights Council holds annual discussion on the integration of a gender perspective in its work».O que já teve divulgação pública começa assim:
AFTERNOON
15 September 2014 

Focuses on Integration of a Gender Perspective throughout its Work and that of its Mechanisms and the Evaluation of Progress Made and Challenges Experienced

The Human Rights Council this afternoon held its annual discussion on the integration of a gender perspective in the work of the Council, with a focus on its work and that of its mechanisms, and the evaluation of progress made and challenges experienced. 

Jane Connors, Director of the Research and Right to Development Division of the Office of the High Commissioner for Human Rights, said in opening remarks that although the Human Rights Council had repeatedly demonstrated its commitment to include a gender perspective in its activities and mechanisms, its record on integrating gender into its country-specific work was uneven. All country-specific resolutions should include more consistent and specific attention to gender issues and women’s rights. 

Christine Chinkin, Professor of international human rights law, London School of Economics, former member of the United Nations Fact Finding Mission on the Gaza Conflict and Panel Moderator, said that gender was not synonymous with women or sexual violence. Gender analysis should be part of the core work of the Council throughout all country-specific procedures, and where appropriate, through trainings by gender advisors. 

The panellists were: Moez Doraid, Director of the Coordination Division of UN Women, Gloria Maira Vargas, Vice-Minister, National Chilean Service for Women, Ahmed Shaheed, Special Rapporteur on the situation of human rights in the Islamic Republic of Iran, and Bineta Diop, Founder and President of Femmes Afrique Solidarité and African Union Special Envoy for Women, Peace and Security.

Moez Doraid, Director of the Coordination Division of UN Women, said that it was imperative that a gender perspective was integrated into the work of the Human Rights Council in general, and to its country-specific work in particular. UN Women could support country visits by Special Procedures and provide information on the country and specifically the situation of women and girls. 

Gloria Maira Vargas, Vice-Minister, National Chilean Service for Women, said that the work of the Special Procedures would be enhanced through the explicit inclusion of sexual violence in the formulation of resolutions. Special attention should be attached to the violations that women and girls suffered, including in situations of natural disasters and armed conflict. The Council should strengthen its work by integrating the resolutions of other United Nations bodies, including the Security Council.  Continue a ler.

Pensei para comigo, aqui está uma boa prática que, numa perspectiva de benchmarking, poderia ser referência para todas as organizações: uma reunião anual para se discutir a integração da perspectiva de género no trabalho global da organização e no de cada um/uma  que nela participam. 


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

PARLAMENTO | Audição Pública "Violência contra as mulheres" | 19 setembro | 14:30h | Sala do Senado




«A Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias promove uma audição pública para apresentação do Estudo "Violência contra as mulheres: um inquérito à escala da União Europeia" realizado pela FRA - Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia». O Programa:
























                                                                Saiba mais.



JORNADAS INTERNACIONAIS | Falar de Mulheres - 10 anos depois | 100 anos do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas | 20 e 21 outubro 2014


E o Programa:



E, num blogue centrado na cultura e nas artes, destacamos:

«(...)
16:00 I Mesa Redonda “Género e Música”

• O silenciamento das práticas musicais femininas na corte
portuguesa, nas narrativas históricas e culturais I Manuela
Morilleau de Oliveira (CESEM/NEGEM)

• A visão de Francine Benoît sobre a cultura musical em
Portugal na primeira metade do século XX I Mariana Calado
(CESEM/NEGEM)

• O género na produção da diferença: sobre a crítica musical
na democracia em Portugal I João Romão (CESEM/NEGEM)

• Inquirir os discursos da sexualidade feminina nos parâmetros
atuais de micro-celebridade I Minerva Martins
(CESEM/NEGEM)
(...)»

CONFERÊNCIA | As Mulheres na Liderança Empresarial | 15 outubro 2014



terça-feira, 16 de setembro de 2014

FRANÇA | «Les femmes dans la création audiovisuelle et de spectale vivant»







«RUMO A UMA SOCIEDADE ONDE AS MULHERES BRILHEM»




Expresso, 13 setembro 2014

A notícia da imagem leva-nos a recordar o post JAPÃO | «Lugar onde as mulheres brilhem» | PRIMEIRO Ministro do Japão EM DAVOS, onde podemos ler:«(...) Japan must become a place where women shine. By 2020, we want women to occupy 30% of leading management positions – a goal that presupposes a more flexible working environment, as well as support from foreign workers to take over domestic and personal services. (...)». 



E fomos procurar mais, e ficámos a saber que, entretanto, de 12-14 de setembro 2014, se realizou a World Assembly for Women in Tokyo: WAW! Tokyo 2014 de que se pode saber aqui.




Ainda, sobre  o processo em curso no Japão Hillary Clinton já se pronunciou, por exemplo: «Much has been made of how far Japan still has to go to bring the number of female workers up to the level of its counterparts. But Hillary Clinton—seen as potentially the first female American president—pointed out to Japan’s biggest ever conference on women’s issues that that the U.S. also has a long way to go.
In a videotaped speech to a largely adoring crowd, Mrs. Clinton highlighted that paid leave is one area the U.S. still lags behind even Japan.
“The United States, unfortunately, is one of a handful of developed countries without paid family leave,” the former secretary of state said in a video address to attendees of a Japanese government co-hosted conference on women’s issues». Continue a ler.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

«TI Quer atrair mulheres»


Recorte da capa do caderno «Emprego» do Expresso de 30 de Agosto de 2014


A propósito, lembremos a «medida 20» do V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e não-discriminação 2014-2017:    «Elaborar um estudo sobre a particiação das mulheres nos cursos na área das TIC».


«MECANISMOS DE IGUALDADE»



Recorte do Kit

Conforme se pode ler no site da CITE, no dia 10 deste mês teve lugar no Parlamento Europeu, Bruxelas, a “Mesa redonda - Igualdade para todos? Organismos nacionais para a Igualdade e Parlamento Europeu, juntos no combate à discriminação”. Lá foi apresentado um  kit informativo que «visa aumentar o conhecimento sobre o papel e desafios enfrentados pelos organismos de igualdade a nível nacional e a nível da UE, mas também perceber de que modo estes organismos podem colaborar e trazer valor acrescentado ao trabalho diário dos deputados do Parlamento Europeu». É de lá a imagem acima que nos faz uma boa síntese das dimensões a considerar. E o Kit:




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (41) | Festival Jovens Músicos | 24, 25, 26 set | Gulbenkian




«Mantendo o bem-sucedido formato iniciado em 2011, a Antena 2 – RTP e a Fundação Calouste Gulbenkian dão continuidade à sua associação no âmbito do Prémio Jovens Músicos que alcança no presente ano a sua 28ª edição. Realizado no quadro da intensa colaboração que as duas instituições mantêm desde há longa data, o Prémio Jovens Músicos abre mais uma vez as suas portas à celebração dos novos talentos da música nacional. Para além das provas finais da 28ª edição, o programa inclui um conjunto variado de concertos e eventos que pretendem colocar em evidência os mais destacados valores das recentes gerações de músicos em Portugal. Para além da Orquestra Gulbenkian, que estará presente na Grande Final do Prémio Jovens Músicos 2014 e no Concerto de Gala do “JovemMúsico do Ano”, juntam-se ao evento os músicos do estágio Gulbenkian para Orquestra, o grupo de percussão Drumming, a Camerata Nov’Arte, a Camerata Atlântica e laureados de anteriores edições do Prémio Jovens Músicos». SAIBA MAIS.  

ABANDONO E HORROR





«Milhares de crianças, mulheres e homens foram violentamente torturados e mortos no hospício de Colônia, em Barbacena, fundado em 1903. A maioria foi internada sem diagnóstico de doença mental: eram meninas violadas que engravidaram dos patrões, homossexuais, epilépticos,mulheres que os maridos não queriam mais, alcoólicos, prostitutas. Ou simplesmente seres humanos em profunda tristeza. Sem documentos, sem roupa e sem destino,tornaram-se filhos de ninguém.
Em Holocausto Brasileiro, a premiada jornalista de investigação Daniela Arbex resgata do esquecimento esta chocante e macabra história do século XX brasileiro: um genocídio feito pelas mãos do Estado, com a conivência de médicos, funcio­nários e população, que roubou a dignidade e a vida a 60.000 pessoas.
Bebiam água do esgoto. Comiam ratos. Morriam ao frio e à fome. Eram exter­minados com electrochoques tão fortes, que toda a cidade ficava sem luz, por sobre­carga da rede. Os bebés eram roubados às mães logo à nascença. Nos períodos de maior lotação, morriam 16 pessoas por dia dentro dos muros do Colônia. Ao mor­rer,davam lucro. Os cadáveres eram vendidos às faculdades de medicina. Quando o número de corpos excedia a procura, eram decompostos em ácido, no pátio, diante dos pacientes. Os ossos eram comercializados. Nada ali se perdia. Excepto a vida.

É a essas 60.000 pessoas que Daniela Arbex devolve agora o rosto e a identi­dade, num relato que recupera o testemunho dos poucos sobreviventes e dá voz aos milhares que já não podem contar a sua própria história. O hospício de Colônia só foi transformado em verdadeiro Centro Hospitalar Psiquiátrico em 1980». +  E também sobre este horror:



E saibamos sobre Daniela Arbex: «Repórter do jornal Tribuna de Minas (MG), venceu o Prêmio Esso de Jornalismo em 2000, 2002 e 2012, o prêmio Eloísio Furtado por cinco vezes, além de menções honrosas no Vladimir Herzog e no Lorenzo Natali». Continue a ler.


Daniela Arbex

E as palavras da autora quando esteve em Portugal, por exemplo, aqui.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

«MULHERES NAVEGANTES No tempo de Vasco da Gama»



Prémio "Mulher Investigação Carolina Michaëlis de Vasconcelos 2005"

"Perscrutando o horizonte, mulheres de tranças gastaram os olhos, em dias intermináveis, sem nada divisar na linha azul. Algumas deram certamente novos rumos à sua vida, aprenderam a trabalhar com as mãos, assumiram novas responsabilidades. Outras aventuraram-se, rasgaram costumes e proibições, e quiseram conhecer os mares que Gama abriu." Fina d’Armada, In Capítulo III.

ouça (na TSF) o que Luísa Ducla Soares disse  sobre o livro em NOTAS DE AUTOR (2 SET 2014).

«Race, gender and the elephant in the room»


12th Nelson Mandela Annual Lecture: Gender in Dialogue

«On 10 August 2014, Chilean President Michelle Bachelet facilitated a Gender
 in Dialogue event, a discussion about gender-based violence and women’s rights.
 The event at the University of Cape Town’s Jameson Hall formed part
 of the 12th Nelson Mandela Annual Lecture Series, in partnership
with the African Gender Institute and UCT».


Na Universidade da Cidade do Cabo, no passado dia 10 de Agosto, teve lugar «The Nelson Mandela Annual Lecture Series Gender in Dialogue» de que se pode saber no site da Fundação Nelson Mandela.  Em particular, temos Race, gender and the elephant in the room. Excertos do que lá se pode ler sobre a Conferência e  relativamente à iniciativa da universidade: 
Annual Lecture 2014
Her Excellency, President Michelle Bachelet of Chile, will present the 12th Nelson Mandela Annual Lecture on 9 August, 2014.
This event marks the 52nd anniversary of Mr Mandela’s capture on 5 August 1962, a milestone in Mandela’s journey towards the achievement of democratic freedom in South Africa.
The lecture will be held at the historic City Hall in the City of Cape Town, a significant and poignant venue, as it is from this location that Mr Mandela gave his inaugural address to the people of South Africa after being released from prison in 1990.
The theme of the 2014 lecture is Building social cohesion through active citizenship, a topic that can be distilled into the sub-themes of: education for participation, democratic co-operation through the notion of community and, identity and alienation with a specific focus on youth.
The date of the lecture, 9 August, has further importance as it is National Women’s Day in South Africa and marks the anniversary of the 1956 Women’s March to Pretoria. In one of the largest demonstrations staged in this country's history, 20 000 women of all races marched to Pretoria's Union Buildings to present a petition against the carrying of passes by women to the then Prime Minister, J G Strijdom. The Federation of South African Women famously challenged the idea that 'a woman's place is in the kitchen', declaring it instead to be 'everywhere'. Continue a ler.
E na esfera de «Race, gender and the elephant in the room»:
The event at the University of Cape Town’s Jameson Hall took place the day after she delivered the Nelson Mandela Annual Lecture in the Cape Town City Hall. The Gender in Dialogue event formed part of the 12th Nelson Mandela Annual Lecture Series, in partnership with the African Gender Institute and UCT.
What is that we are doing wrong? What is that we haven’t addressed? I don’t have the answers, otherwise I would win the Nobel Prize, but I have some ideas …” she said as she joined the debate after an early-morning visit to Robben Island (...).
In her opening address, Bachelet said: “To be honest I don’t think we need to empower women, because women are powerful.” But she added that there was no “one-size- fits-all” solution to the problems facing women around the world.

“Poverty has a female face,” she said, citing statistics that showed the gap between the developed world and sub-Saharan Africa, urging that everybody had to do better on gender issues, even developed countries. (...). Leia na integra.
E, claro, nada melhor do que assistir  ao video acima apresentado.
Em especial, detive-me na passagem da Presidente Bachelet em que diz isto: «In some instances, government had the legal framework but no money for implementation; in others, they might have the budget but not the political will».
E nestas palavras de Graça Machel: Introducing President Bachelet, Machel said there were two challenges the “human family” was grappling with, and there was no clear path on how to solve them: “One is race. The second is gender.”
Parece-nos possível esta síntese: pessoas que tanto reflectem estes assuntos têm dúvidas, mas isso não as limita na ação.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

MULHERES, PAZ E SEGURANÇA | Plano Nacional de Ação (2014-2018)

Aqui a RCM 50/2014  na integra


































Com o se pode verificar na imagem,  a RCM 50/2014 foi publicada recentemente, a 26 de agosto, e é sobre matéria - Mulheres, Paz e Segurança - que tem merecido atenção no Em Cada Rosto Igualdade.  Aliás, o Projeto da resolução tinha sido objeto deste post. Aqui e agora, destacar as áreas estratégicas contempladas no Plano:

Área estratégica 1 - Promover a participação de mulheres em processos de construção e manutenção da paz e segurança.

Área estratégica 2 - Garantir a formação das pessoas envolvidas nos processos de construção e manutenção de paz e segurança.

Área estratégica 3 - Promover os objetivos da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas n.º 1325 (2000) na ação externa de Portugal

Área estratégica 4 - Aprofundar e difundir o conhecimento sobre a temática «mulheres, paz e segurança», e sensibilizar as entidades decisoras e a comunidade.

Área estratégica 5 - Promover a participação da sociedade civil  na implementação da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas n. º 1325 (2000) sobre Mulheres, Paz e Segurança (2014-2018).






E uma boa ocasião para divulgarmos a seguinte publicação:





segunda-feira, 8 de setembro de 2014

RELATÓRIO UNICEF SOBRE A VIOLENCIA CONTRA AS CRIANÇAS | «Factos inquietantes»


O Relatório da imagem foi lançado na quinta feira passada, e sobre isso há trabalhos na comunicação social, por exemplo, na revista Visão, donde retiramos:

O relatório - "Hidden in plain sight" - desenvolvido pela UNICEF relativamente à violência infantil alerta para "factos inquietantes". E diz que, "se não enfrentarmos a realidade que cada uma destas estatísticas revoltantes representa, nunca mudaremos a mentalidade segundo a qual a violência contra as crianças é normal e tolerável". Quem o diz é Anthony Lake, Diretor Executivo da UNICEF, num comunicado de imprensa.
Lançado esta quinta-feira, em Nova Iorque, o relatório diz respeito a uma análise estatística sobre os "padrões globais de violência contra crianças". O estudo teve por base 190 países sendo que os dados apenas são referentes aos indivíduos que se disponibilizaram a participar na pesquisa. Deste modo, o relatório documenta a violência contra crianças nas suas comunidades, escolas e casas.
Para além de dar a conhecer a impressionante escala dos abusos físicos, sexuais e emocionais, questões como "os efeitos duradouros, e muitas vezes inter-geracionais, da violência" foram também estudadas e abordadas. Assim sendo, os dados mostram que as crianças que foram e são expostas aos vários tipos de violência têm uma probabilidade de virem a viver na pobreza, a comportarem-se de forma violenta ou a ficarem desempregadas. Continue a ler. O conteudo do relatório:




Saiba mais no site da UNICEF: o endereço.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

PRÉMIO | «Igualdade é Qualidade» | Candidaturas até 30 setembro 2014

 
 
 
 
«A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) informam que o prazo para a entrega de candidaturas ao PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE, 11ª Edição 2014, decorre até 30 de setembro de 2014.
Este Prémio destina-se às Empresas e outras Entidades Empregadoras com Políticas Exemplares na Área da Igualdade entre Mulheres e Homens, Conciliação entre a Vida Familiar e Profissional e Práticas Empresariais de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género.
De acordo com o Regulamento, podem candidatar-se empresas e outras entidades empregadoras dos setores público, privado e da economia social, independentemente da natureza, da área de atividade ou dimensão, desde que tenham desenvolvido atividade efetiva nos três anos anteriores à data da candidatura». Saiba mais.

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

«UMA NOVA ESTRATÉGIA PARA A IGUALDADE DE GÉNERO APÓS 2015»





«A Comissão parlamentar dos Direitos da Mulher organiza o atelier “Uma nova estratégia para a igualdade de género após 2015” esta quarta-feira, 3 de setembro, em Bruxelas. Vários especialistas vão expor as suas recomendações sobre como melhorar a situação das mulheres e alcançar a igualdade de género». Saiba mais.
 
 
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Omara Portuondo - "Dos Gardenias" y " Besame mucho" en Montreal, Canada



Omara Portuondo tem 83 anos, e acaba de atuar no Brasil: veja, por exemplo, aqui. Isso levou-nos a  trazê-la para o Em Cada Rosto Igualdade, e ouvi-la neste início de SETEMBRO. Um caso de envelhecimento ativo.


 

«NOT NICE, BUT RICH AND REAL»

 
«Daisy Fried’s third book of poetry is a book of unsettling, unsettled Americans. Fried finds her Americans everywhere, watching Henry Kissinger leave the Louvre, trapped on a Tiber bridge by a crowd of neo-fascist thugs, yearning outside a car detailing garage for a car lit underneath by neon lavender, riding the train with Princeton seniors who have been rejected by recession-bound Wall Street, feeding stray cats drunk at midnight, bitching at her mother in the labor room, shopping with wide-bodied hunters for deer-dismembering band saws in the world’s largest supplier of seasonal camouflage, cursing her cell phone and husband at eighty-five miles an hour, hiding behind the mask of an advice column to proclaim Charles Bukowski “America’s greatest poetess.” There is nothing like this book, because there is nothing in it but America. No comfort, no consolation, no life-affirming pats on the back, no despair about God, no fear or acceptance of death, no irrational exuberance, no guilt or weariness, no misery even in the middle of personal and political crisis. Plenty of humor and plenty of seriousness. Joy. And a new kind of poetry: not nice, but rich and real».
Mais aqui, na Poetry  de Abril 2014:
 


http://www.poetryfoundation.org/poetrymagazine/toc/2434

O FEMINISMO ULTRAPASSADO ?


Loin d'être " dépassé ", le féminisme est encore et toujours au coeur des transformations sociales que nous vivons aujourd'hui. Cet ouvrage en fournit la démonstration en présentant les acquis irréversibles comme les enjeux d'avenir des luttes et de la pensée féministes. II propose une synthèse vive sur une série de thèmes (politique, travail, sexualité, individualisme, colonialisme...) qui traversent les rapports entre hommes et femmes dans les sociétés contemporaines.












Pode  ler melhor neste endereço,  e  aqui pode apreender o conteudo de cada uma das partes da publicação e em breve «The PDF and ePUB formats will soon be available in OpenEdition electronic bookshop».