sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ABANDONO E HORROR





«Milhares de crianças, mulheres e homens foram violentamente torturados e mortos no hospício de Colônia, em Barbacena, fundado em 1903. A maioria foi internada sem diagnóstico de doença mental: eram meninas violadas que engravidaram dos patrões, homossexuais, epilépticos,mulheres que os maridos não queriam mais, alcoólicos, prostitutas. Ou simplesmente seres humanos em profunda tristeza. Sem documentos, sem roupa e sem destino,tornaram-se filhos de ninguém.
Em Holocausto Brasileiro, a premiada jornalista de investigação Daniela Arbex resgata do esquecimento esta chocante e macabra história do século XX brasileiro: um genocídio feito pelas mãos do Estado, com a conivência de médicos, funcio­nários e população, que roubou a dignidade e a vida a 60.000 pessoas.
Bebiam água do esgoto. Comiam ratos. Morriam ao frio e à fome. Eram exter­minados com electrochoques tão fortes, que toda a cidade ficava sem luz, por sobre­carga da rede. Os bebés eram roubados às mães logo à nascença. Nos períodos de maior lotação, morriam 16 pessoas por dia dentro dos muros do Colônia. Ao mor­rer,davam lucro. Os cadáveres eram vendidos às faculdades de medicina. Quando o número de corpos excedia a procura, eram decompostos em ácido, no pátio, diante dos pacientes. Os ossos eram comercializados. Nada ali se perdia. Excepto a vida.

É a essas 60.000 pessoas que Daniela Arbex devolve agora o rosto e a identi­dade, num relato que recupera o testemunho dos poucos sobreviventes e dá voz aos milhares que já não podem contar a sua própria história. O hospício de Colônia só foi transformado em verdadeiro Centro Hospitalar Psiquiátrico em 1980». +  E também sobre este horror:



E saibamos sobre Daniela Arbex: «Repórter do jornal Tribuna de Minas (MG), venceu o Prêmio Esso de Jornalismo em 2000, 2002 e 2012, o prêmio Eloísio Furtado por cinco vezes, além de menções honrosas no Vladimir Herzog e no Lorenzo Natali». Continue a ler.


Daniela Arbex

E as palavras da autora quando esteve em Portugal, por exemplo, aqui.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

«MULHERES NAVEGANTES No tempo de Vasco da Gama»



Prémio "Mulher Investigação Carolina Michaëlis de Vasconcelos 2005"

"Perscrutando o horizonte, mulheres de tranças gastaram os olhos, em dias intermináveis, sem nada divisar na linha azul. Algumas deram certamente novos rumos à sua vida, aprenderam a trabalhar com as mãos, assumiram novas responsabilidades. Outras aventuraram-se, rasgaram costumes e proibições, e quiseram conhecer os mares que Gama abriu." Fina d’Armada, In Capítulo III.

ouça (na TSF) o que Luísa Ducla Soares disse  sobre o livro em NOTAS DE AUTOR (2 SET 2014).

«Race, gender and the elephant in the room»


12th Nelson Mandela Annual Lecture: Gender in Dialogue

«On 10 August 2014, Chilean President Michelle Bachelet facilitated a Gender
 in Dialogue event, a discussion about gender-based violence and women’s rights.
 The event at the University of Cape Town’s Jameson Hall formed part
 of the 12th Nelson Mandela Annual Lecture Series, in partnership
with the African Gender Institute and UCT».


Na Universidade da Cidade do Cabo, no passado dia 10 de Agosto, teve lugar «The Nelson Mandela Annual Lecture Series Gender in Dialogue» de que se pode saber no site da Fundação Nelson Mandela.  Em particular, temos Race, gender and the elephant in the room. Excertos do que lá se pode ler sobre a Conferência e  relativamente à iniciativa da universidade: 
Annual Lecture 2014
Her Excellency, President Michelle Bachelet of Chile, will present the 12th Nelson Mandela Annual Lecture on 9 August, 2014.
This event marks the 52nd anniversary of Mr Mandela’s capture on 5 August 1962, a milestone in Mandela’s journey towards the achievement of democratic freedom in South Africa.
The lecture will be held at the historic City Hall in the City of Cape Town, a significant and poignant venue, as it is from this location that Mr Mandela gave his inaugural address to the people of South Africa after being released from prison in 1990.
The theme of the 2014 lecture is Building social cohesion through active citizenship, a topic that can be distilled into the sub-themes of: education for participation, democratic co-operation through the notion of community and, identity and alienation with a specific focus on youth.
The date of the lecture, 9 August, has further importance as it is National Women’s Day in South Africa and marks the anniversary of the 1956 Women’s March to Pretoria. In one of the largest demonstrations staged in this country's history, 20 000 women of all races marched to Pretoria's Union Buildings to present a petition against the carrying of passes by women to the then Prime Minister, J G Strijdom. The Federation of South African Women famously challenged the idea that 'a woman's place is in the kitchen', declaring it instead to be 'everywhere'. Continue a ler.
E na esfera de «Race, gender and the elephant in the room»:
The event at the University of Cape Town’s Jameson Hall took place the day after she delivered the Nelson Mandela Annual Lecture in the Cape Town City Hall. The Gender in Dialogue event formed part of the 12th Nelson Mandela Annual Lecture Series, in partnership with the African Gender Institute and UCT.
What is that we are doing wrong? What is that we haven’t addressed? I don’t have the answers, otherwise I would win the Nobel Prize, but I have some ideas …” she said as she joined the debate after an early-morning visit to Robben Island (...).
In her opening address, Bachelet said: “To be honest I don’t think we need to empower women, because women are powerful.” But she added that there was no “one-size- fits-all” solution to the problems facing women around the world.

“Poverty has a female face,” she said, citing statistics that showed the gap between the developed world and sub-Saharan Africa, urging that everybody had to do better on gender issues, even developed countries. (...). Leia na integra.
E, claro, nada melhor do que assistir  ao video acima apresentado.
Em especial, detive-me na passagem da Presidente Bachelet em que diz isto: «In some instances, government had the legal framework but no money for implementation; in others, they might have the budget but not the political will».
E nestas palavras de Graça Machel: Introducing President Bachelet, Machel said there were two challenges the “human family” was grappling with, and there was no clear path on how to solve them: “One is race. The second is gender.”
Parece-nos possível esta síntese: pessoas que tanto reflectem estes assuntos têm dúvidas, mas isso não as limita na ação.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

MULHERES, PAZ E SEGURANÇA | Plano Nacional de Ação (2014-2018)

Aqui a RCM 50/2014  na integra


































Com o se pode verificar na imagem,  a RCM 50/2014 foi publicada recentemente, a 26 de agosto, e é sobre matéria - Mulheres, Paz e Segurança - que tem merecido atenção no Em Cada Rosto Igualdade.  Aliás, o Projeto da resolução tinha sido objeto deste post. Aqui e agora, destacar as áreas estratégicas contempladas no Plano:

Área estratégica 1 - Promover a participação de mulheres em processos de construção e manutenção da paz e segurança.

Área estratégica 2 - Garantir a formação das pessoas envolvidas nos processos de construção e manutenção de paz e segurança.

Área estratégica 3 - Promover os objetivos da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas n.º 1325 (2000) na ação externa de Portugal

Área estratégica 4 - Aprofundar e difundir o conhecimento sobre a temática «mulheres, paz e segurança», e sensibilizar as entidades decisoras e a comunidade.

Área estratégica 5 - Promover a participação da sociedade civil  na implementação da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas n. º 1325 (2000) sobre Mulheres, Paz e Segurança (2014-2018).






E uma boa ocasião para divulgarmos a seguinte publicação:





segunda-feira, 8 de setembro de 2014

RELATÓRIO UNICEF SOBRE A VIOLENCIA CONTRA AS CRIANÇAS | «Factos inquietantes»


O Relatório da imagem foi lançado na quinta feira passada, e sobre isso há trabalhos na comunicação social, por exemplo, na revista Visão, donde retiramos:

O relatório - "Hidden in plain sight" - desenvolvido pela UNICEF relativamente à violência infantil alerta para "factos inquietantes". E diz que, "se não enfrentarmos a realidade que cada uma destas estatísticas revoltantes representa, nunca mudaremos a mentalidade segundo a qual a violência contra as crianças é normal e tolerável". Quem o diz é Anthony Lake, Diretor Executivo da UNICEF, num comunicado de imprensa.
Lançado esta quinta-feira, em Nova Iorque, o relatório diz respeito a uma análise estatística sobre os "padrões globais de violência contra crianças". O estudo teve por base 190 países sendo que os dados apenas são referentes aos indivíduos que se disponibilizaram a participar na pesquisa. Deste modo, o relatório documenta a violência contra crianças nas suas comunidades, escolas e casas.
Para além de dar a conhecer a impressionante escala dos abusos físicos, sexuais e emocionais, questões como "os efeitos duradouros, e muitas vezes inter-geracionais, da violência" foram também estudadas e abordadas. Assim sendo, os dados mostram que as crianças que foram e são expostas aos vários tipos de violência têm uma probabilidade de virem a viver na pobreza, a comportarem-se de forma violenta ou a ficarem desempregadas. Continue a ler. O conteudo do relatório:




Saiba mais no site da UNICEF: o endereço.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

PRÉMIO | «Igualdade é Qualidade» | Candidaturas até 30 setembro 2014

 
 
 
 
«A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) informam que o prazo para a entrega de candidaturas ao PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE, 11ª Edição 2014, decorre até 30 de setembro de 2014.
Este Prémio destina-se às Empresas e outras Entidades Empregadoras com Políticas Exemplares na Área da Igualdade entre Mulheres e Homens, Conciliação entre a Vida Familiar e Profissional e Práticas Empresariais de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género.
De acordo com o Regulamento, podem candidatar-se empresas e outras entidades empregadoras dos setores público, privado e da economia social, independentemente da natureza, da área de atividade ou dimensão, desde que tenham desenvolvido atividade efetiva nos três anos anteriores à data da candidatura». Saiba mais.

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

«UMA NOVA ESTRATÉGIA PARA A IGUALDADE DE GÉNERO APÓS 2015»





«A Comissão parlamentar dos Direitos da Mulher organiza o atelier “Uma nova estratégia para a igualdade de género após 2015” esta quarta-feira, 3 de setembro, em Bruxelas. Vários especialistas vão expor as suas recomendações sobre como melhorar a situação das mulheres e alcançar a igualdade de género». Saiba mais.
 
 
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Omara Portuondo - "Dos Gardenias" y " Besame mucho" en Montreal, Canada



Omara Portuondo tem 83 anos, e acaba de atuar no Brasil: veja, por exemplo, aqui. Isso levou-nos a  trazê-la para o Em Cada Rosto Igualdade, e ouvi-la neste início de SETEMBRO. Um caso de envelhecimento ativo.


 

«NOT NICE, BUT RICH AND REAL»

 
«Daisy Fried’s third book of poetry is a book of unsettling, unsettled Americans. Fried finds her Americans everywhere, watching Henry Kissinger leave the Louvre, trapped on a Tiber bridge by a crowd of neo-fascist thugs, yearning outside a car detailing garage for a car lit underneath by neon lavender, riding the train with Princeton seniors who have been rejected by recession-bound Wall Street, feeding stray cats drunk at midnight, bitching at her mother in the labor room, shopping with wide-bodied hunters for deer-dismembering band saws in the world’s largest supplier of seasonal camouflage, cursing her cell phone and husband at eighty-five miles an hour, hiding behind the mask of an advice column to proclaim Charles Bukowski “America’s greatest poetess.” There is nothing like this book, because there is nothing in it but America. No comfort, no consolation, no life-affirming pats on the back, no despair about God, no fear or acceptance of death, no irrational exuberance, no guilt or weariness, no misery even in the middle of personal and political crisis. Plenty of humor and plenty of seriousness. Joy. And a new kind of poetry: not nice, but rich and real».
Mais aqui, na Poetry  de Abril 2014:
 


http://www.poetryfoundation.org/poetrymagazine/toc/2434

O FEMINISMO ULTRAPASSADO ?


Loin d'être " dépassé ", le féminisme est encore et toujours au coeur des transformations sociales que nous vivons aujourd'hui. Cet ouvrage en fournit la démonstration en présentant les acquis irréversibles comme les enjeux d'avenir des luttes et de la pensée féministes. II propose une synthèse vive sur une série de thèmes (politique, travail, sexualité, individualisme, colonialisme...) qui traversent les rapports entre hommes et femmes dans les sociétés contemporaines.












Pode  ler melhor neste endereço,  e  aqui pode apreender o conteudo de cada uma das partes da publicação e em breve «The PDF and ePUB formats will soon be available in OpenEdition electronic bookshop».

sábado, 30 de agosto de 2014

ADÉLIA PRADO |Com licença poética |«Mulher é desdobrável. Eu sou.»



 
 
Com licença poética
 
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
 
 
PRADO, A. Bagagem. São Paulo
 
 
 
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

OLÁ CRIANÇAS ! OLÁ JOVENS ! TALVEZ LHES INTERESSE (40) | «Global Shapers Community»

 


«The Global Shapers Community is a network of hubs developed and led by young people who are exceptional in their potential, their achievements and their drive to make a contribution to their communities». SAIBA MAIS. De lá, do site da rede, por exemplo, (Wo)Manorial:



 
«(wo)manorial is an international platform for artists, curators and theorists who explore the ever-changing concept of femininity in culture and society.
(wo)manorial claims a mobile digital space for sharing experiences of the modern femininity through art, literature, language, and our activities». +
 
 
 
 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

«ANGOLA / As Ricas-Donas»



 
Uma sinopse: «Tal como vinha acontecendo já desde o século XVII, três constantes marcariam a história de Loanda: o tráfico atlântico da escravatura, a deportação ou degredo de criminosos para Angola e a superioridade das famílias crioulas, ou lusodescendentes, às quais pertenciam essas mulheres, e que eram praticamente as únicas detentoras do monopólio desse tráfico.As estórias destas mulheres acabariam por se fundir com a história da cidade de Loanda e não será possível dizer com propriedade como teriam sido as suas vidas. Assim, para este romance, eu reinventei situações e dramatizei acontecimentos, pois é isto que um romancista faz. A partir de imagens e de factos reais, deixei a imaginação fluir e as estórias converteram-se, por vezes em coisas diferentes daquilo que verdadeiramente teria acontecido. Porém, embora ficcionadas, estas poderão ter sido as estórias das Ricas-Donas de Loanda.»Romance histórico na linha de "Loanda - Escravas, Donas e Senhoras", Isabel Valadão leva-nos à Angola dos séculos XVIII e XIX». E este post no Blog Da Literatura.
 
 
 

sábado, 23 de agosto de 2014

«CENTER FOR CIVIL AND HUMAN RIGHTS»

 

  

O Post  Centre for Civil and Human Rights | All rights now,


de 19 de Agosto do Blogue Prospero|The Economist, levou-nos ao  Center for Civil and Human Rights a que se refere a imagem inicial - um momento da sua homepage. Justifica-se uma visita virtual. Ficamos a saber, por exemplo: «ABOUT US -The Center for Civil and Human Rights in downtown Atlanta is an engaging cultural attraction that connects the American Civil Rights Movement to today’s Global Human Rights Movements. Our purpose is to create a safe space for visitors to explore the fundamental rights of all human beings so that they leave inspired and empowered to join the ongoing dialogue about human rights in their communities». Continue a ler. De seguida imagem de uma das exposições temporárias:


http://www.civilandhumanrights.org/exhibits/gallery/benny-andrews

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Eram Mulheres Instruidas e Entre 1500 e 1900 Escreveram



 
O trabalho da imagem, do DN de 16 de Agosto de 2014, começa assim: 
 
«ESCREVERAM BIOGRAFIAS - e autobiografias a instância dos próprios confessores — descreveram visões místicas e outras talvez não tão místicas, envolveram-se em querelas “de cordel”, a que hoje chamariamos guerra de sexos, trocaram cartas que eram recados politicos e que acabaram a circular, em cópias manuscritas, na corte e entre a nobreza e, claro, fizeram poesia. Textos épicos ou elegíacos, redondilhas, endechas e outros de recorte clássico rigoroso, em latim, em português ou em castelhano, porque elas não eram apenas instruídas - o que já seria raro. Eram cultas e eruditas. 
Sim, eram mulheres e durante quatro séculos, entre 1500 e 1900, escreveram — e leram, incluindo as obras publicadas no seu tempo no resto da Europa, mesmo algumas censuradas, como aconteceu durante a Inquisição e na época do Marquês de Pombal. E não foram as 20 e poucas que até agora se conheciam. Por improvável que nos pareça, uma busca meticulosapelos arquivos nacionais, que incluiu entre outros a Biblioteca Nacional e a Torre do Tombo, revelou que houve pelo menos um milhar de por- 
tuguesas escritoras ao longo daqueles quatro séculos, cuja existência era até há pouco quase completamente desconhecida. É certo que os manuais e histórias da literatura portuguesa não trazem os seus nomes nem referência ou trechos das suas obras. Mas, à luz deste novo conhecimento, fica claro que as escritoras anteriores ao século XX tradicionalmente mencionadas nos compêndios representam apenas três a cinco por cento do seunúmero reaL “Por isso, um dos nossos objetivos é que a médio prazo esta informação venha ser integrada nos manuais de história da literatura”, explica ao Q Vanda Anastácio, professora de Literatura e Cultura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (UL), iavestigadora do Centro de Estudos Clássicos da mesma universidade e membro da equipa que fez o levantamento, o estudo das obras e das autoras inventariadas, e o respetivo catálogo. 
Este iEiltimo já poderia, alias, ter sido transformado numa base de dados de livre acesso na intemet, mas a falta de verba - um projeto submetido à FCr com esse intuito não foi aprova- 
do - inviabilizou a sua concretização. Em alternativa, e com uma verba da Fundação Gulbenkian, os investigadores estão neste momento a trabalhar para pôr toda a informação anime, num site onde estarão referenciadas as 1010 escritoras inventanadas, comas respetivas biografias, descrição das obras e identificação dos arquivos onde elas se encontram. “Não é propriamente uma base de dados, porque não é possível fazer pesquisa interativa, masa informação vai estar ali toda reunida e ficará acessívela partir da Páscoa de 2015», adianta Vanda Anastácio. 
Até lá, estudiosos, interessados e outros ciiriosos podem encontrar uma valiosa amostra deste universo literário feminino numa cuidadosa seleção desses milhares de textos, que englobo os vários géneros, as diferentes épocas e uma diversidade grande de autoras e de textos, que foi organizada por VandaAnastáciosobo titulo Uma Antologia Improvável, (...)». Um bom pretexo para lembrarmos o livro sobre o qual já fizemos post em 2013  - 
 UMA ANTOLOGIA IMPROVÁVEL | A ESCRITA DAS MULHERES (Séculos XVI a XVIII) | Apresentação dia 25 julho.

 
 
 
E direcionarmos para o Projeto    Escritoras Portuguesas e Escrita Feminina em Portugal antes de 1900: aqui.
 
 
 
 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

LESLIE + LOHMAN | Museum of Gay and Lesbian Art | NEW YORK




«The Leslie Lohman Museum of Gay and Lesbian Art is the first dedicated LGBTQ art museum in the world with a mission to exhibit and preserve LGBTQ art, and foster the artists who create it The Leslie-Lohman Museum embraces the rich creative history of the LGBTQ art community by informing, inspiring, entertaining, and challenging all who enter its doors». +.
 
Exposições em curso, em três galerias: ver aqui. Por exemplo:


 
 
 
 
E no site do Museu ( a nosso ver um bom site) há muito mais informação, tendo-se reparado nas publicações. Uma delas, THE ARCHIVE:
 



 
«The Archive is the official journal of the Leslie-Lohman Museum of Gay and Lesbian Art.
It is published four times a year and is made possible in part by a generous grant from the John Burton Harter Charitable Trust.
    Articles, letters, commentary, corrections pertinent to the purview of Leslie-Lohman can be submitted typewritten on CD or by email (MS Word PC format only, double spaced), to: The Editor, The ARCHIVE, LLM, 26 Wooster St., New York, NY 10013 or by email to:
The Editor, The ARCHIVE». +  O número 50 disponível em PDF neste endereço.

 
E chegámos ao Museu (via web) através do post, do Arts Beat do New York Times, An Eclectic Lineup for the Queer New York International Arts Festival, onde podemos ler:
«(...)
The festival, now in its third year, will run from Sept. 17 to 28, with performances at the Abrons Arts Center, LaMama and the Leslie Lohman Museum of Gay and Lesbian Art, in Manhattan; the Chocolate Factory in Queens; and Grace Exhibition Space in Brooklyn.
“The exclusive reading of queer(ness) through sexuality and gender prisms too often neglects other aspects like social status and background, race and ethnicity, geography and other norms that influence positioning of queer in society and art,” the festival’s producer, Zvonimir Dobrovic said in a statement about the festival’s driving philosophy. “During the festival’s intensely paced twelve days, New York audiences will have the opportunity to experience a range of performances that challenge heteronorms and the status quo on various levels.”
(...)»
 





sábado, 16 de agosto de 2014

«LAS TRECE ROSAS»


Foram recordadas no passado dia 5 de Agosto de 2014: veja, por exemplo, aqui.  E neste endereço, donde:
«(...)
Ocho de ellas eran menores de edad: modistas, una pianista, una secretaria, una sastre… Sólo tres de ellas eran activistas de las Juventudes Socialistas Unificadas (JSU), algo de lo que también se las acusaba. Las trece fueron víctimas inocentes, auténticas heroínas, de la posguerra de la cruenta Guerra Civil que asoló el país.
En nuestros oídos resuena el eco de la voz de Ana López Gallego, de 21 años, modista, militante de las JSU, secretaria de Radio Chamartín durante la contienda, detenida el 16 de mayo y conducida a la cárcel de las Ventas el 6 de junio. Se cuenta que, tras permanecer con vida después de la primera descarga, inquirió con bravura a sus ejecutores: “¿Es que a mí no me matan?”(...)». E dispomos de documentário e demais registos sobre Las Trece Rosas:
 
 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

LAUREN BACALL morreu aos 89 anos



 
 
«(...)
Esta senhora dura, insolente, sem paciência para a falta de carácter e para a cobardia moral, democrata até ao osso, morreu esta terça-feira, aos 89 anos, na sua casa em Nova Iorque, noticiou à AFP o seu sócio na Humphrey Bogart Estate, Robbert JF de Klerk. A actriz teve um "forte acidente vascular cerebral" e não resistiu. Houve um post de fonte da família Bogart numa conta oficial no Twitter: "Com profunda tristeza, mas com grande gratidão pela sua vida incrível, confirmamos o falecimento de Lauren Bacall".
Chamaram-lhe The Look, e é só olhar para as fotografias para perceber porquê. Hawks (e é preciso sempre regressar a ele) tem responsabilidades. A mulher do realizador viu-a um dia numa capa da Harper's Bazaar – dia 1 de Março de 1943 – e recomendou-a ao marido. Betty Joan Perske não tinha ainda 19 anos, estudara dança, faltava às aulas para ver filmes com Bette Davies (alguma coisa deve ter ficado nela...), era manequim e contava no seu portfolio com dois ou três fracassos na Broadway. Mas perante a foto daHarper's Bazaar Hawks soube o que fazer. Contratou-a. (...). Continue a ler.
 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

MANUEL BANDEIRA | Mulheres

 
 

Mulheres
Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido…
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.
E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto:
Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.
Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade alguma.
É fraco! Fraco!
Meu Deus, eu amo como as criancinhas…
És linda como uma história da carochinha…
E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai
(No tempo em que pensava que os ladrões moravam no morro atrás de casa e tinham cara de pau)

Manuel Bandeira