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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

PAULA CORDEIRO | «Mulheres, mulheres, direitos à parte»




«Mulheres, mulheres, direitos à parte


«(...)
Justin Trudeau, aquele Primeiro Ministro canadiano verdadeiramente progressista argumenta que, ser feminista é defender a igualdade e o respeito, admirando-se com a excessiva atenção que os media e o Twitter dão às suas afirmações. Como se fosse estranho. Justin, por favor… É estranho. Trudeau afirma que irá repetir as suas ideias até que tal deixe de ser notícia. Well done! Recentemente, na revista Newsweek, António Guterres defendeu que da marginalização social e desrespeito pelos direitos civis resultam muitos conflitos, pelo que os direitos homem devem estar no centro da discussão política, promovendo igualmente maior protecção e capacitação das mulheres, para garantir um desenvolvimento sustentável. Definitivamente, ou estes dois são parvos ou feministas, para estarem publicamente a fazer estas afirmações. De qualquer forma, deve ser igual. Ou não. (...)». Leia na integra.



sexta-feira, 6 de maio de 2016

SEMINÁRIO | «Mulheres, Inovação e Competitividade» | 2016 MAIO 20 | FIL | PARQUE DAS NAÇÕES | LISBOA




«A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), promove, em parceria com o Grupo de Trabalho de Empreendedorismo Responsável da REDE RSO PT, o Seminário «Mulheres, Inovação e Competitividade», uma iniciativa inserida no programa «Portugal Economia Social», com o alto patrocínio do Presidente da República». Saiba mais.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

LUISA DACOSTA morreu | «Sobretudo, incomoda-me partir com a certeza de que a parte mais esmagada deste mundo é a mulher»



Hoje é o funeral de Luisa Dacosta que morreu aos 88 anos. A nossa homenagem divulgando um texto seu  disponível  aqui,  donde (sublinhados nossos):  
«Lamento sair desta vida bastante desiludida. Por exemplo, em relação à alegria com que festejei o fim da II Guerra, a pensar que nunca mais havia guerras, e que vinha aí a solidariedade, a democracia e a liberdade para todos. Mas não. Estamos num mundo criminoso em que 70 por cento da população mundial não tem acesso à água, à comida, à saúde, à educação. Sobretudo, incomoda-me partir com a certeza de que a parte mais esmagada deste mundo é a mulher. Isso dói-me. A pessoa sai daqui a pensar que certas coisas pelas quais lutou já nunca mais aconteceriam, e afinal pioram. Nunca pensei que as mulheres se fizessem a elas próprias bombas. É preciso um desespero terrível e já não acreditar em mais nada, para se fazer uma coisa dessas. Isto significa que criámos um mundo que é imoral. Há uns que julgam que já viram tudo, que já sabem tudo, que já têm tudo, e há outros que andam a esgravatar, a ver se encontram umas sementes na terra. É uma coisa atroz. Nunca fui optimista, mas tão pessimista como agora, também não.
(...)
Uma das coisas que me custou bastante foi não saber andar com o arco. Os meus primos faziam grandes corridas com os arcos. No meu tempo as meninas eram levadas a não fazer certas coisas. Havia uma recomendação da minha tia, que dizia que "quando uma menina assobia, estremecem céus e terra".
(...)
Sou uma escritora marginal e bastante marginalizada, porque fiz sempre aquilo que quis, e só aquilo que quis. Tinha uma independência. Já sabia que morreria de fome se vivesse só dos livros. Era professora, algo que me dá muito gosto. É uma forma privilegiada de relação humana. Ainda hoje gosto muito de estar com os alunos. Tive crianças que passaram por dificuldades extraordinárias, mas a determinada altura vi que era capaz de escrever para eles. Ajudaram-me a escrever. Incluí no meu vocabulário algumas palavras criadas pelos alunos. A nossa língua é espantosa. Acho que temos uma língua privilegiada. É uma língua que tem dois tempos. Um para o tempo que se gasta, que é o estar, e um tempo para a eternidade, que é o ser. É das poucas línguas no mundo que tem isso. Depois temos uma coisa espantosa, miraculosa, que é poder conjugar pessoalmente o verbo no infinito. O infinito é o verbo fora do espaço e do tempo. Penso que é a única língua do mundo que consegue meter o tu dentro do eu. Quando digo "eu amar-te-ei", mete o "tu" e depois é que fecha o verbo. Temos essa possibilidade espantosa. A nossa língua é mitológica.
Hoje, para qualquer pessoa, é muito difícil escrever. Há bastantes censuras. Antes, havia uma e tinha nome. Cortavam-nos um artigo no "Comércio do Porto", mas tínhamos a "Vértice" ou a "Seara Nova". Havia maneiras de furar um pouco. Não estou, de maneira nenhuma, a defender a outra censura. O problema é que hoje há censuras económicas, censuras políticas, censuras partidárias, "lobbys" de interesses. Pertenci ao Conselho de Imprensa. Fiz dois mandatos. Deixei lá escrito que tinha lutado muito contra a censura de Oliveira Salazar, mas era uma. (...)
A vida ensinou-me que não podemos viver sozinhos. Ensinou-me que não podemos viver sem o bafo humano e que devemos fazer tudo para lutar por isso»Leia na integra.






quinta-feira, 24 de julho de 2014

MULHERES, PAZ E SEGURANÇA | Projeto de Resolução do Conselho de Ministros em consulta pública | Até 31 Julho 2014


































De facto, (destaques nossos): «Foi aprovado para consulta pública, em reunião de Secretários de Estado, no dia 21 de julho, o projeto de Resolução do Conselho de Ministros que aprova o II Plano Nacional de Ação para a implementação da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas n.º 1325 (2000) sobre Mulheres, Paz e Segurança.
A aprovação deste projeto de Resolução do Conselho de Ministros visa a abertura de uma fase de discussão pública que possa enriquecer e melhorar esta proposta, ficando disponível no portal do Governo, por um período de 10 dias. Durante este período, os interessados podem analisar o projeto e, sendo caso disso, apresentar as suas propostas ou pareceres.
Os interessados devem enviar os seus contributos para o endereço de correio electrónico: mailto:planonacional1325@pcm.gov.pt até 31 de julho de 2014».





E na  Página das Nações Unidas  UN WOMEN o espaço sobre PEACE AND SECURITY onde se pode ler: «Conflicts have devastating consequences, including in widening gaps between women and men. Women often have fewer resources to protect themselves and,with children, frequently make up the majority of displaced and refugee populations. War tactics such as sexual violence specifically target them. Though women have led peace movements and driven community recovery after conflict, they are almost completely missing from peace negotiations. Exclusion from reconstruction limits access to opportunities to recover, to gain justice for human rights abuses, and to participate in shaping reformed laws and public institutions». +.


http://www.unwomen.org/
Visite o site, neste endereço.


E o texto da Resolução 1325: