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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CONGRESSO «Arte e Género?» | Em jeito de prolongamento uma entrevista com Camille Morineau à «ArteCapital»





Aquando do Congresso Arte e Género ? referimo-nos a Camille Morineau, uma das congressistas, e à exposição “Elles@centrepompidou de que foi comissária. Na ocasião deu uma entrevista a Natália Vilarinho  publicada agora na ArteCapital de Novembro e disponível aqui, e pode bem dizer-se que funciona como um prolongamento do Congresso. Começa assim:

NV: Afirmou numa entrevista, respondendo a uma questão relacionada com a exposição elles@centrepompidou, que “nos Estados Unidos pensa-se em arte feita por mulheres. Em França, nunca, não é um assunto, e se o assunto não existe, não há possibilidade de ser discutido”. Mas, por outro lado, afirmou mais tarde que o seu objectivo com essa exposição não foi produzir um evento feminista. Trazer a arte feita por mulheres para um plano em que possa ser discutido não é um assunto feminista?
CM: A exposição foi um evento feminista. O que tentei explicar nessa altura é que no contexto francês teria sido extremamente difícil apresentá-la como tal. A minha estratégia pode ter sido um pouco estranha, mas também interessante na medida em que consegui fazê-lo dizendo que queria expor mulheres artistas na diversidade da sua produção artística: muito poucas com obras de cariz feminista, mas muita arte abstracta… tudo o que tínhamos na colecção. Mas nunca disse que seria algo feminista porque o feminismo não era na altura um conceito fácil em França. Penso que agora as coisas mudaram um pouco, também graças a “elles“, mas naquela altura, até nas minhas conversas com o director do museu e com os meus colegas foi difícil apresentá-lo como um evento feminista, embora fosse! Apenas não foi dessa forma que “vendi” o projecto.
É difícil entender isto de fora, fui muito criticada, as pessoas disseram que eu não estava a ser radical o suficiente em relação ao feminismo, mas eu não podia mesmo sê-lo. A única forma de seguir em frente com a ambição, o âmbito e a duração deste projecto foi apresentá-lo como algo um pouco neutro, afirmando “OK, metade da nossa colecção não foi ainda mostrada porque são mulheres artistas e temos que ser mais precisos com aquilo que estamos a fazer, temos de ser justos e temos de mostrá-las juntas, porque isto nunca aconteceu e temos de ver o que poderá acontecer em termos de movimentos, história de arte e como poderá mudar o modo como olhamos para a história”. (...). Continue a ler.
 Ao lermos a entrevista lembrámo-nos do livro A Arte Sem História de Filipa Lowndes Vicente, aliás,também conferencista no Arte e Género ?,  de que escrevemos neste post.


Apetece terminar observando que são muitos as problemáticas em aberto a precisarem de investigação mas também a serem trazidas junto da generalidade das pessoas, de públicos,  na circunstância, através de mais exposições e de outras iniciativas. 



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? | Do 3.º Dia | E para além dele ...




Na última sexta-feira, o terceiro dia do Congresso da imagem, no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, a que nos temos vindo a referir:  neste post e  neste  e, uma vez mais, aqui e agora, uns apontamentos. 
Embora não fizesse parte do Programa, no debate, o tema apareceu e com, na nossa leitura,  inesperado bom acolhimento, e que registamos deste modo:   «as politicas públicas na esfera das artes na ótica de género», para o que, lá,  adiantamos, como ilustração, a existência de um critério no regulamento dos apoios pontuais às artes de 2014 em torno da igualdade de género.Lembremos:


 

Mas podiamos ter dito também que a dimensão existe no regulamento do Programa Pegada Cultural. 
E à volta do assunto, já durante o intervalo, soubemos mais sobre o que acontece no Brasil: há apoios específicos. Apenas tínhamos conhecimento dos destinados à temática LGBT em São Paulo  a que nos tínhamos referido,anteriormente, aqui, donde:



E o processo, disseram-nos participantes Brasileiras no congresso, não foi isento de polémica. Depois, assinalemos a conferência «Como promover as mulheres artistas do século XX no século XXI? De exposições a web sites», de Camille Morineau, que nós ampliamos para todos os séculos. De facto, prende-se com matéria que muito temos abordado no Em Cada Rosto Igualdade: a visibilidade do passado, do presente, e no futuro, em torno do género e, em particular, das mulheres na cultura e nas artes. E como recuperar o tempo perdido. Do resumo da  intervenção da conferencista: «a visibilidade oferecida pelos museus ainda não é suficiente  para "tornar visivel", a maioria das mulheres artistas do seculo XX. A minha resposta para esse problema é a criação de AWARE (Archive of Women Artists, Research and Exhibition).
Mas comecemos com a exposição subjacente à apresentação -  elles@centrpompidou 2009-2011, um projeto de dois anos que foi mostrando as mulheres artistas da coleção do museu e que teve edições internacionais nos EUA e no Brasil. O site do projeto, e o blogue.  Dos Estados Unidos, por acaso, já no Em Cada Rosto Igualdade, o post de dezembro de 2013: 75 MULHERES ARTISTAS DE 1907 A 2007. Do Brasil, pode ver o catálogo aqui. Camille Morineau, como decorre do titulo da sua conferência, quis sublinhar o papel das novas tecnologias, nomeadamente dos sites e dos blogs, na preservação da memória. Não podiamos estar mais de acordo. Qualquer pessoa pode ir para a internet e através de motores de busca confirmar isso mesmo. Foi assim, mas ao acaso,  que chegámos, por exemplo, à bienal da imagem seguinte sobre mulheres artistas.



Mas, claro, preservar a memória com recursos às novas tecnologias, e por maior força de razão numa lógica institucional, não quer dizer colocar na internet informação desgarrada a que se chega, ou não,  recorrendo ao google ou a um outro motor de busca, com mais ou menos dificuldade. E andar toda a gente a fazer a sua «basezinha de dados», a sua plataforma. As potencialidades das TI nesta sociedade da informação do sec. XXI não param de nos surpreender, estamos naquilo que especialistas designam por Terceira Plataforma - onde qualquer projeto de aqui estamos a escrever não pode hoje deixar de ter presente coisas como estas: cloud computing, big data, redes sociais, os mobiles, ... E cada projeto assente em estratégia clara, e com equipas pluridisciplinares. Já nada é possivel se não for assim. Mas o conceito é claro, e deve começar-se por saber o que existe por esse mundo fora. Então acrescentemos ao que temos vindo a identificar - veja-se na coluna à direita deste blogue - um pouco mais sobre a WARE já que esteve «em cima da mesa» no congresso Arte e Género ?
E da nossa coluna à direita, um pequeno levantamento:

ENDEREÇOS | Memória e Conhecimento





sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? | Do 2.º dia




Mais um dia - o segundo - do Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? Hoje decorreu no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva. Da avalanche de temas tratados,  assinalamos por agora:
- Mulheres artistas que não fazem parte da nossa memória, e que merecem ser conhecidas ou mais conhecidas. Por exemplo, além dos/as especialistas, quem sabe sobre Ofélia Marques?
- Mulheres artistas cujo trabalho fala de invisibilidades, e das que foram referidas escolhemos a brasileira Rosana Paulino - «Desde o início de sua carreira Rosana vem se destacando por sua produção ligada a questões sociais, étnicas e de gênero. Seus trabalhos têm como foco principal a posição do negro e, principalmente, da mulher negra dentro da sociedade brasileira». +

E fez-se apresentação sobre Salette Tavares e os seus diálogos criativos, e a boa notícia,  na Gulbenkian, no CAM,  está neste momento Salette Tavares: Poesia Espacial.

 
E ao mesmo tempo: «A arte tem género? para mim não tem», ouviu-se duma conferencista; e numa outra intervenção - «é uma escrita feminina, sem dúvida»; ...
E lembrou-se  Lisa Chaves Ferreira (já gora, hoje Lisa Santos Silva, e a viver em Paris). Não se viram no Congresso, mas na internet há imagens de obras suas  -  por exemplo aqui, donde:


 E o papel de Ernesto de Sousa esteve lá, e ... questionou-se o binário «homem-mulher», e ...  Enfim, um dia cheio!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Congresso Internacional ARTE E GÉNERO ? | Do 1.º dia


 
Como de há muito temos vindo a divulgar (veja-se, por exemplo, na coluna da direita do blogue),  desde hoje até sexta-feira está a decorrer o «I Congresso Internacional Arte e Género ?». Hoje as sessões tiveram lugar na Fundação Calouste Gulbenkian e os temas tratados podem ser  vistos aqui. Estivemos lá.
É  um congresso de  académicos/as, o que  não significa,  a nosso ver, que não seja útil a outros  profissionais, nomeadamente aos que estão em atividade nas «organizações  das artes» e, em especial, das que integram as Administrações Públicas. E a partir daqui uma das reflexões que nos ocorreu ao longo das diversas intervenções - mas no fundo é  clássica - prende-se, precisamente, com a articulação entre  a academia  e o designado mundo laboral. Como usufruir e colocar no dia-a-dia o que a universidade vai reflectindo e teorizando? Muito do que lá acontece ainda fica «entre muros». Por outro lado, as necessidades e prioridades sentidas no terreno demoram a chegar aos investigadores. Dito isto, e «a quente», e não se querendo fazer nenhuma ata, por exemplo, na conferência inaugural, Nancy G. Heller fez sinteses, fixou perguntas e encaminhou respostas, que não é muito frequente presenciar naquela forma «tão tranquila».  De memória: «o feminismo é ainda relevante?»; «como é que o género afecta a arte feita por mulheres?».  Faz perguntas, terá  dúvidas, e não é peremptória nas respostas. Mas tem a sua. E é cristalina quando avança que a maneira como o feminismo afecta as nossas vidas depende da condição económica, do sitio onde vivemos, da educação que tivemos, de ... Não escamoteia os problemas que o feminismo enfrenta.
Correndo o risco de não estarmos a fazer justiça às demais intervenções - mas não as vamos esquecer e certamente que mais tarde ou mais cedo darão posts no  Em Cada Rosto Igualdade - lembremos a de Ana Maria Delgado - «Os filmes "Scopitone" e a questão de género na canção francesa dos anos 1960». Do resumo, este excerto: «(...) Partindo muito embora de uma concepção de videoclip baseada num aproveitamento sexista da imagem da mulher, acaba por questionar o entendimento unilateral dos papeis tradicionalmente atribuidos ao masculino/feminino, reinvindica-se igualdade para a mulher, afirma-se a feminilidade como papel de poder, faz-se humor com novos costumes e com as diferenças de género. (...)». E, a propósito: 
 
 
«Comic Strip» -  Serge Gainsbourg e a BB»
 
 
Não sabemos se no Congresso  o ponto de interrogação associado ao titulo vai ter resposta explicita. Mas se os próximos dias  forem semelhantes ao de hoje estamos em crer que cada participante ficará mais apetrechado/a a encontrar a sua resposta, ou, no minimo, a contribuir para alguma.
 


quarta-feira, 12 de março de 2014

CONGRESSO | «Arte e Género ?» | 22 a 24 OUTUBRO 2014 | «Call for papers» | ATÉ 15 ABRIL



Apresentação

«Desde os anos 90 que o campo emergente dos estudos de Género se encontra em expansão. O termo Género surgiu no final da década de 70 e teve origem no Feminismo, afirmando-se como uma construção social e cultural de atributos definidores do homem e da mulher surgindo como uma categoria de análise basilar numa perspectiva relacional.
As Artes têm vindo a explorar esta categoria de formas muito diversas ao interrogarem e exporem padrões culturais de diferença sexual, mas também temáticas que abordam o multiculturalismo, as faixas etárias, os grupos sociais, entre outras temáticas de incidência identitária.
Este Congresso, que se pretende multidisciplinar, não deseja fazer qualquer apologia ideológica, razão que também se expressa no ponto de interrogação que se coloca no título. Tem sim como objectivo pôr em comum um conjunto amplo de estudos e práticas sobre Arte e Género, promovendo o diálogo entre investigadores de origens diversas (geográficas, de formação, expressão, entre outras), estimulando a reflexão e o debate intercultural através da sua contextualização conceptual e iconográfica, da Antiguidade à Contemporaneidade.
Abarcando diversas áreas artísticas e científicas e apresentando em paralelo um conjunto de actividades culturais (concertos, tardes de poesia, etc.), este Congresso ambiciona expor o estado da questão quanto aos estudos de Género no campo artístico, criando uma oportunidade de encontro e discussão de um modo tão alargado quanto possível. Faz parte da natureza deste Congresso a comunicação clara e directa das ideias».

«Call for Papers»

«O Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa organizam o I Congresso Internacional Arte e Género? e convidam toda a comunidade científica, artística e académica a apresentar propostas de comunicação.
As comunicações serão de 20 minutos e devem incidir especificamente sobre a temática Arte e Género, tendo em conta as seguintes secções, equacionadas na perspectiva dos estudos de Género:
    1.   Arquitectura
    2.   Arte Digital
    3.   Banda Desenhada / Desenho humorístico 
    4.   Cinema e meios Audiovisuais
    5.   Circo
    6.   Dança
     7.  Design
     8.  Escultura
    9.   Estudos de Arte (História da Arte; Sociologia da Arte; Antropologia da Arte)
   10.  Fotografia
   11.  Gravura
   12.  Ilustração 
   13.  Moda

   14.  Música                                                                   
   15.  Museologia / Curadoria
   16.  Pintura
   17.  Teatro
   18.  Vídeoarte».

Saiba mais.